Principais destaques:
- O Yahoo apresentou o Scout, um novo mecanismo de busca com respostas geradas por inteligência artificial.
- A ferramenta marca o primeiro retorno do Yahoo ao desenvolvimento de tecnologia própria de busca desde 2009.
- O Scout aposta em IA conversacional, mas com foco explícito em valorizar editores e direcionar tráfego para sites de origem.
O Yahoo anunciou oficialmente o Scout, um novo “motor de respostas” baseado em inteligência artificial que sinaliza uma mudança estratégica importante: depois de mais de 15 anos usando tecnologia de terceiros, a empresa volta a construir sua própria solução de busca.
O Scout já está disponível em versão beta no endereço scout.yahoo.com e também no aplicativo Yahoo Search para iOS e Android.
A novidade combina o modelo Claude, da Anthropic, com dados proprietários do Yahoo e a infraestrutura de fundamentação do Microsoft Bing.
O resultado é uma experiência de busca conversacional, pensada para responder perguntas de forma direta, mas sem eliminar o papel dos sites que produzem o conteúdo original.

O retorno do Yahoo à busca com IA
Segundo o CEO Jim Lanzone, o lançamento do Scout representa uma forma de atualizar a missão histórica do Yahoo de ser um guia confiável para a internet.
Durante anos, a empresa terceirizou sua busca, mas o avanço acelerado da inteligência artificial abriu espaço para retomar o controle tecnológico desse produto central.
A proposta do Scout é competir em um novo patamar, em que a busca não se limita a links azuis, mas entrega respostas contextualizadas, com linguagem natural e apoio de modelos de IA de última geração.
Ainda assim, o Yahoo tenta evitar uma ruptura total com o modelo tradicional da web aberta.
Foco nos editores e no “contrato social” da web
Um dos principais diferenciais do Scout em relação a ferramentas como ChatGPT e Perplexity está na forma como as fontes são apresentadas.
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As respostas exibem citações inline bem visíveis, destacadas em azul, que revelam as fontes ao passar o mouse. Há também seções de “fonte em destaque”, criadas para incentivar o clique e devolver tráfego aos editores.
Lanzone afirmou que muitas soluções iniciais de busca com IA falharam em apoiar financeiramente quem produz conteúdo. Para tentar corrigir isso, o Yahoo participa do programa piloto Publisher Content Marketplace, da Microsoft, e defende o que chama de reconstrução do contrato social entre mecanismos de busca e criadores.
A monetização do Scout será feita por anúncios CPC via Microsoft Advertising e por comissões de afiliados em buscas relacionadas a compras. Diferente da OpenAI, o Yahoo afirma que o Scout continuará gratuito, sem modelo de assinatura.
Um novo capítulo em um mercado altamente competitivo
O Scout também não ficará restrito à busca. Suas capacidades serão integradas ao ecossistema do Yahoo por meio da chamada Plataforma de Inteligência Scout.
O Yahoo Mail terá resumos automáticos de e-mails, o Yahoo Finance oferecerá análises rápidas de ações, e o Yahoo News contará com destaques de artigos e resumos em áudio.
Mesmo assim, o desafio é grande. O Yahoo entra em um mercado dominado por gigantes como Google e OpenAI, mas aposta em sua base de usuários, que soma centenas de milhões de perfis globalmente, e em décadas de dados acumulados.
Em testes iniciais, o Scout já mostrou respostas mais precisas em alguns cenários e uma apresentação de links mais aberta do que a de concorrentes.
Se essa estratégia será suficiente para recolocar o Yahoo no centro da busca online, ainda é cedo para afirmar. Mas o lançamento do Scout deixa claro que a empresa não pretende ficar de fora da próxima fase da internet impulsionada por inteligência artificial.
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