Chrome reforça integração com Gemini e entra de vez na corrida dos navegadores com IA

Renê Fraga
4 min de leitura

Principais destaques

  • O Chrome passa a contar com o Gemini em uma barra lateral fixa, com contexto entre abas abertas.
  • Google prepara recursos agentivos para executar tarefas sozinho, como compras e formulários online.
  • Novidades começam a chegar para assinantes AI Pro e Ultra nos Estados Unidos.

O Google decidiu responder diretamente ao avanço dos navegadores nativos de inteligência artificial.

Depois de um ano marcado pelo surgimento de browsers com assistentes embutidos e automação avançada, a empresa anunciou uma integração muito mais profunda do Google Chrome com o Gemini, transformando o navegador em uma plataforma cada vez mais inteligente e proativa.

A mudança mais visível é a saída do assistente de uma janela flutuante para uma barra lateral permanente. Com isso, o usuário pode conversar com a IA enquanto navega, fazer perguntas sobre a página atual ou até cruzar informações de várias abas abertas ao mesmo tempo.

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Barra lateral inteligente entende o contexto entre abas

Um dos recursos demonstrados pelo Google mostra como o Gemini passa a agrupar abas abertas a partir de uma mesma página de origem.

Na prática, isso permite comparar produtos, preços ou serviços com muito mais facilidade, já que o assistente entende que todas aquelas abas fazem parte de uma única pesquisa.

Essa leitura de contexto reduz a necessidade de repetir comandos e aproxima o navegador da experiência prometida por browsers focados exclusivamente em IA. A novidade também deixa de ser restrita ao Windows e macOS e passa a chegar aos usuários de Chromebook Plus.

IA pessoal conecta Gmail, YouTube e Fotos

Outro passo importante é a chegada da chamada inteligência pessoal ao Chrome. Esse recurso conecta o Gemini a dados do próprio usuário em serviços como Gmail, Busca, YouTube e Google Fotos.

Na prática, isso permite pedir ao assistente informações sobre a agenda da família, solicitar o rascunho de um e-mail ou até enviá-lo diretamente, tudo sem sair do navegador. Segundo o Google, esse recurso começa a ser liberado nos próximos meses.

Agentes autônomos prometem executar tarefas sozinhos

A funcionalidade mais ambiciosa é o chamado auto-browse, um recurso agentivo que permite ao Chrome navegar por sites e executar tarefas de forma autônoma.

Entre os exemplos estão comprar produtos, procurar cupons de desconto, preencher formulários longos ou coletar documentos fiscais.

O sistema pede confirmação humana em etapas sensíveis, como login ou pagamento final, e utiliza dados já salvos no navegador, como senhas e cartões. A empresa afirma que essas informações não são expostas aos modelos de IA.

Apesar do potencial, o próprio Google reconhece que agentes baseados em navegador ainda enfrentam falhas frequentes no uso real. Mesmo assim, testes iniciais indicam usos práticos, como agendamento de compromissos, solicitação de orçamentos e envio de relatórios de despesas.

Disponibilidade inicial é limitada

As novidades começam a chegar hoje para assinantes AI Pro e Ultra nos Estados Unidos.

A barra lateral do Gemini e a integração chamada Nano Banana, voltada à edição de imagens durante a navegação, já entram em rollout. Já os recursos de inteligência pessoal ficam para os próximos meses.

Com isso, o Chrome deixa claro que não pretende apenas reagir à nova geração de navegadores com IA, mas disputar diretamente o protagonismo nesse novo modelo de navegação inteligente.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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