Principais destaques:
- Google passou a impedir a reprodução em segundo plano no YouTube para usuários sem Premium em navegadores móveis.
- A mudança afeta Android e também usuários de iOS que acessam pelo navegador.
- A decisão faz parte de uma estratégia mais ampla para reforçar os benefícios exclusivos da assinatura paga.
O Google confirmou oficialmente que bloqueou uma brecha bastante usada por usuários para ouvir vídeos do YouTube em segundo plano sem pagar pelo YouTube Premium.
A mudança afeta quem acessava a plataforma por navegadores móveis de terceiros e marca mais um passo da empresa para reforçar os limites entre a versão gratuita e o serviço pago.
A confirmação foi feita pelo Google no dia 29 de janeiro, após questionamentos da imprensa especializada. Segundo a empresa, o ajuste busca padronizar a experiência do YouTube em todas as plataformas.
O que mudou na prática para os usuários
Até pouco tempo atrás, muitos usuários conseguiam driblar a limitação do YouTube simplesmente acessando o site pelo navegador, em vez do aplicativo oficial.
Navegadores como Samsung Internet, Brave, Vivaldi e Microsoft Edge permitiam que o áudio continuasse tocando mesmo com a tela bloqueada.
Com a atualização, isso deixou de funcionar. Agora, ao minimizar o navegador ou apagar a tela do celular, o vídeo para em poucos segundos se o usuário não tiver assinatura do YouTube Premium.
Em alguns casos, aparece rapidamente uma notificação de mídia ativa antes de desaparecer por completo.
De acordo com um porta-voz do Google, a reprodução em segundo plano sempre foi pensada como um recurso exclusivo para assinantes e a empresa apenas corrigiu inconsistências que permitiam o uso fora dessas condições.
Como funcionava o truque antes do bloqueio
O método era simples e ficou popular principalmente entre usuários de Android.
Bastava abrir o YouTube em um navegador móvel, iniciar o vídeo e sair do aplicativo ou bloquear a tela. O áudio seguia tocando normalmente, algo muito usado para músicas, podcasts e entrevistas.
Esse comportamento, porém, contornava um dos principais atrativos do YouTube Premium, que atualmente custa US$ 13,99 por mês no plano individual.
Testes recentes mostram que o truque não funciona mais, mesmo em navegadores que antes eram conhecidos por permitir essa reprodução em segundo plano.
Usuários de iPhone também começaram a relatar o mesmo comportamento ao acessar o YouTube pelo Safari, indicando que a restrição não ficou limitada ao Android.
Parte de uma estratégia maior do Google
Esse bloqueio não aconteceu de forma isolada. Desde 2023, o Google vem apertando o cerco contra bloqueadores de anúncios, aplicativos não oficiais e extensões que tentam burlar limitações do YouTube gratuito. Ao longo de 2024 e 2025, essas ações ficaram ainda mais frequentes.
Hoje, o YouTube Premium soma cerca de 125 milhões de assinantes no mundo todo. Além da reprodução em segundo plano, o serviço oferece vídeos sem anúncios e downloads para assistir offline.
Nas redes sociais, a reação foi majoritariamente negativa. Muitos usuários afirmam que o Google estaria piorando propositalmente a experiência gratuita para forçar assinaturas. Outros acreditam que novas alternativas técnicas ainda podem surgir, embora sejam mais complexas e menos acessíveis para o público comum.
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