Principais destaques
- A Alphabet afirma que cerca de 50% do seu código já é gerado por inteligência artificial e depois revisado por engenheiros.
- O avanço aconteceu em pouco mais de um ano, mostrando uma adoção acelerada de IA no desenvolvimento de software.
- O marco vem junto com receitas recordes e planos bilionários de investimento em infraestrutura de IA.
Durante a teleconferência de resultados do quarto trimestre de 2025, a Alphabet revelou um dado que chama a atenção de todo o setor de tecnologia.
Segundo a diretora financeira Anat Ashkenazi, aproximadamente metade de todo o código da empresa agora é produzido por agentes de codificação baseados em inteligência artificial, antes de passar pela revisão humana.
A informação reforça como a IA deixou de ser apenas uma ferramenta experimental para se tornar parte central das operações do Google e de outras unidades do grupo.
A evolução rápida do uso de IA no código
O salto para 50% não aconteceu da noite para o dia. Em outubro de 2024, o CEO Sundar Pichai havia dito que pouco mais de um quarto do novo código já vinha de sistemas de IA. Em abril de 2025, o índice subiu para cerca de 30%. Agora, no fim de 2025, a empresa atingiu um patamar simbólico.
De acordo com Ashkenazi, as ferramentas de IA ajudam os times a ganhar eficiência e a produzir mais sem aumentar o tamanho das equipes. A Alphabet reforça que o processo continua sendo supervisionado por engenheiros, que revisam, ajustam e aprovam o código final.
IA como apoio, não substituição
A mensagem da empresa é clara ao destacar que a IA não está substituindo profissionais. Em declarações anteriores, Pichai afirmou que a tecnologia permite que os engenheiros avancem mais rápido e foquem em problemas mais complexos. A Alphabet também reiterou planos de continuar contratando engenheiros ao longo de 2026.
Essa visão tenta equilibrar o entusiasmo com a automação e as preocupações do mercado sobre o futuro das carreiras em tecnologia.
Um movimento que se espalha pelo setor
O caso da Alphabet não é isolado. A Microsoft, por exemplo, já declarou que cerca de 30% do seu código também é gerado por IA, segundo o CEO Satya Nadella. Em alguns laboratórios de IA, como startups especializadas, a participação das máquinas no código chega a ser quase total, com humanos focados principalmente na revisão.
Enquanto isso, a Alphabet vive um momento financeiro robusto. A empresa superou US$ 400 bilhões em receita anual pela primeira vez e projeta investimentos entre US$ 175 bilhões e US$ 185 bilhões em 2026, grande parte dedicada à expansão da infraestrutura de IA e de data centers. Mesmo com despesas relevantes, como os custos ligados à Waymo, a aposta em inteligência artificial segue como prioridade estratégica.
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