Principais destaques:
- O YouTube superou US$ 60 bilhões em receita anual somando publicidade e assinaturas em 2025
- O valor coloca a plataforma à frente da Netflix, que faturou US$ 45,2 bilhões no mesmo período
- Pela primeira vez, a Alphabet divulgou de forma unificada os números de anúncios e assinaturas do YouTube
A Alphabet revelou um marco histórico para o YouTube ao confirmar que a plataforma de vídeos ultrapassou US$ 60 bilhões em receita em 2025.
O número foi apresentado durante a divulgação dos resultados financeiros do quarto trimestre e representa uma mudança importante na forma como a empresa reporta o desempenho do serviço.
Até então, o Google costumava divulgar apenas a receita publicitária do YouTube de forma separada. Agora, ao somar anúncios e assinaturas, o tamanho real do negócio fica mais evidente, colocando o YouTube acima da Netflix em faturamento anual.
Mudança estratégica na divulgação de resultados
Durante a teleconferência de resultados, o CEO Sundar Pichai destacou que o crescimento vem sendo consistente em todas as frentes. Segundo ele, o desempenho do YouTube reflete tanto a força da publicidade quanto a expansão dos serviços pagos, como YouTube Premium, YouTube Music e YouTube TV.
Essa nova forma de apresentação dos dados sinaliza que o YouTube deixou de ser apenas uma plataforma de vídeos sustentada por anúncios e passou a operar como um ecossistema completo de entretenimento e serviços digitais.
Publicidade cresce, mas abaixo das expectativas
No quarto trimestre de 2025, a receita de anúncios do YouTube chegou a US$ 11,38 bilhões, um recorde para a plataforma e um crescimento de 8,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Mesmo assim, o resultado ficou abaixo do que analistas de Wall Street esperavam.
Apesar do ritmo mais lento, o domínio do YouTube em vídeo digital continua forte. Um dos destaques foi o crescimento do YouTube Shorts, que já soma mais de 200 bilhões de visualizações diárias e, em alguns mercados, gera mais receita por hora assistida do que os anúncios tradicionais em vídeos longos.
Assinaturas ganham peso no negócio do Google
Outro ponto importante foi o avanço dos serviços de assinatura da Alphabet, que atingiram 325 milhões de usuários pagantes. Esse total inclui não apenas produtos do YouTube, mas também serviços como o Google One, voltado para armazenamento em nuvem.
Embora não sejam comparáveis diretamente, o número se aproxima da base de assinantes da Netflix e mostra como o modelo de receita recorrente se tornou central para o Google. No quarto trimestre, o segmento de assinaturas, plataformas e dispositivos cresceu mais de 17% em relação ao ano anterior.
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