Principais destaques
- Google e Microsoft estão oferecendo contratos que podem chegar a US$ 500 mil para influenciadores promoverem ferramentas de IA.
- A estratégia busca acelerar a adoção de chatbots como Gemini e Copilot em meio à disputa com o ChatGPT.
- Mesmo com valores altos, parte dos criadores rejeita as parcerias por questões éticas, criativas e de autenticidade.
As grandes empresas de tecnologia estão levando a sério a corrida pela inteligência artificial voltada ao consumidor.
Segundo reportagem da CNBC, Google e Microsoft passaram a oferecer acordos milionários para criadores de conteúdo divulgarem seus chatbots de IA nas redes sociais.
A ofensiva mostra o quanto a competição se intensificou para conquistar usuários em um mercado cada vez mais concorrido.
A disputa por atenção na guerra da IA
A Microsoft tem sido uma das mais agressivas nessa estratégia. A empresa, que se define como uma marca desafiante no segmento de IA para consumidores, recrutou influenciadores de grande alcance para apresentar o Copilot em situações cotidianas.
O objetivo é reduzir a distância para líderes consolidados, como o ChatGPT, da OpenAI, e o Gemini, do Google.
Hoje, o Copilot soma cerca de 150 milhões de usuários ativos mensais, enquanto o ChatGPT ultrapassa 800 milhões de usuários ativos semanais. Já o Gemini reúne mais de 750 milhões de usuários ativos por mês.
Esses números ajudam a explicar por que as empresas estão dispostas a investir tão alto em marketing digital.
Criadores começam a resistir às ofertas
Apesar das cifras chamativas, nem todos os influenciadores estão dispostos a aceitar esse tipo de parceria.
Pesquisas recentes mostram que muitos criadores enxergam a IA como uma ameaça direta ao próprio trabalho, temendo perda de relevância, redução de conteúdo significativo e até impactos negativos sobre outros profissionais criativos.
Esse movimento já reflete no mercado. Parcerias entre marcas e contas impulsionadas por IA registraram queda relevante em 2025, indicando uma reação mais cautelosa tanto de criadores quanto de anunciantes.
Autenticidade vira o maior desafio das big techs
O paradoxo é claro: enquanto Google e Microsoft ampliam os investimentos para promover IA, o público demonstra valorizar cada vez mais conteúdos percebidos como humanos e autênticos.
Para muitos criadores, associar a própria imagem a ferramentas de IA pode soar artificial ou distante daquilo que os seguidores esperam.
Analistas avaliam que, mesmo com campanhas agressivas, será difícil para a Microsoft, por exemplo, alcançar a liderança do ChatGPT no curto prazo.
Ainda assim, a aposta em influenciadores mostra que as gigantes não pretendem recuar e devem continuar disputando cada minuto da atenção dos usuários.
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