Google e Microsoft oferecem até US$ 500 mil para criadores promoverem IA

Renê Fraga
3 min de leitura

Principais destaques

  • Google e Microsoft estão oferecendo contratos que podem chegar a US$ 500 mil para influenciadores promoverem ferramentas de IA.
  • A estratégia busca acelerar a adoção de chatbots como Gemini e Copilot em meio à disputa com o ChatGPT.
  • Mesmo com valores altos, parte dos criadores rejeita as parcerias por questões éticas, criativas e de autenticidade.

As grandes empresas de tecnologia estão levando a sério a corrida pela inteligência artificial voltada ao consumidor.

Segundo reportagem da CNBC, Google e Microsoft passaram a oferecer acordos milionários para criadores de conteúdo divulgarem seus chatbots de IA nas redes sociais.

A ofensiva mostra o quanto a competição se intensificou para conquistar usuários em um mercado cada vez mais concorrido.

A disputa por atenção na guerra da IA

A Microsoft tem sido uma das mais agressivas nessa estratégia. A empresa, que se define como uma marca desafiante no segmento de IA para consumidores, recrutou influenciadores de grande alcance para apresentar o Copilot em situações cotidianas.

O objetivo é reduzir a distância para líderes consolidados, como o ChatGPT, da OpenAI, e o Gemini, do Google.

Hoje, o Copilot soma cerca de 150 milhões de usuários ativos mensais, enquanto o ChatGPT ultrapassa 800 milhões de usuários ativos semanais. Já o Gemini reúne mais de 750 milhões de usuários ativos por mês.

Esses números ajudam a explicar por que as empresas estão dispostas a investir tão alto em marketing digital.

Criadores começam a resistir às ofertas

Apesar das cifras chamativas, nem todos os influenciadores estão dispostos a aceitar esse tipo de parceria.

Pesquisas recentes mostram que muitos criadores enxergam a IA como uma ameaça direta ao próprio trabalho, temendo perda de relevância, redução de conteúdo significativo e até impactos negativos sobre outros profissionais criativos.

Esse movimento já reflete no mercado. Parcerias entre marcas e contas impulsionadas por IA registraram queda relevante em 2025, indicando uma reação mais cautelosa tanto de criadores quanto de anunciantes.

Autenticidade vira o maior desafio das big techs

O paradoxo é claro: enquanto Google e Microsoft ampliam os investimentos para promover IA, o público demonstra valorizar cada vez mais conteúdos percebidos como humanos e autênticos.

Para muitos criadores, associar a própria imagem a ferramentas de IA pode soar artificial ou distante daquilo que os seguidores esperam.

Analistas avaliam que, mesmo com campanhas agressivas, será difícil para a Microsoft, por exemplo, alcançar a liderança do ChatGPT no curto prazo.

Ainda assim, a aposta em influenciadores mostra que as gigantes não pretendem recuar e devem continuar disputando cada minuto da atenção dos usuários.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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