Principais destaques
- Demis Hassabis afirma que a IA pode inaugurar uma nova era dourada de descobertas nos próximos 10 a 15 anos
- Sistema Gemini Deep Think já contribuiu com problemas matemáticos avançados e gerou artigo científico
- Aplicações vão da descoberta de medicamentos à fusão nuclear e exploração espacial
A inteligência artificial pode estar prestes a transformar profundamente a ciência como a conhecemos.
Para Demis Hassabis, CEO da Google DeepMind, a humanidade está entrando em um momento comparável a um novo Renascimento.
Em entrevista recente, o executivo afirmou que, em até 15 anos, a IA poderá desencadear uma onda sem precedentes de avanços em medicina, energia e até exploração espacial.
A declaração não é apenas otimista. Ela vem acompanhada de resultados concretos, incluindo o desenvolvimento de sistemas capazes de colaborar com cientistas e até produzir artigos acadêmicos inéditos.
A biologia como ponto de partida
Um dos maiores exemplos dessa revolução é o AlphaFold, modelo que conseguiu prever a estrutura tridimensional de mais de 200 milhões de proteínas. O feito resolveu um desafio científico que persistia há décadas, conhecido como problema do enovelamento de proteínas.
O impacto foi tão significativo que Hassabis e o pesquisador John Jumper receberam o Prêmio Nobel de Química. Para muitos especialistas, esse marco mostrou que a IA pode acelerar descobertas que antes levariam décadas.
Agora, essa expertise está sendo aplicada na Isomorphic Labs, empresa criada com foco na descoberta de medicamentos. A proposta é substituir parte dos experimentos laboratoriais por simulações computacionais avançadas. Segundo Hassabis, isso pode tornar o processo até mil vezes mais eficiente. A expectativa é que ensaios clínicos de medicamentos oncológicos desenvolvidos por IA comecem até o fim de 2026.
Gemini Deep Think como colaborador científico
Paralelamente, a DeepMind apresentou o Gemini Deep Think, um sistema projetado para atuar como parceiro de pesquisa. Diferente de modelos tradicionais, ele foi treinado para lidar com problemas complexos de raciocínio matemático e científico.
Segundo a empresa, o sistema já contribuiu para desafios matemáticos de nível acadêmico e chegou a produzir um artigo em geometria aritmética gerado por IA. Isso representa um passo além do uso convencional da tecnologia, colocando a máquina como participante ativa no processo científico.
A ambição declarada da DeepMind é clara: desenvolver inteligência artificial capaz de compreender o mundo e, a partir disso, resolver problemas fundamentais da humanidade.
Da cura de doenças à exploração espacial
A visão de Hassabis não se limita à saúde. Ele acredita que a IA poderá impulsionar avanços decisivos em ciência dos materiais, energia solar e fusão nuclear. Caso essas áreas avancem de forma integrada, o resultado pode ser uma transformação estrutural na produção de energia global.
Em um cenário mais ousado, o executivo imagina que esses progressos possam permitir que a humanidade amplie sua presença além da Terra. A exploração espacial, hoje limitada por barreiras tecnológicas e energéticas, poderia ganhar novo impulso com descobertas guiadas por sistemas inteligentes.
A proposta da DeepMind, segundo Hassabis, é ambiciosa desde o início: resolver o problema da inteligência para então aplicar essa capacidade na solução de todos os outros desafios. Se o cronograma se confirmar, a próxima década poderá redefinir não apenas a ciência, mas o próprio papel da tecnologia na evolução humana.
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