Google testa nova interface mais simples do Gemini para reduzir excesso de recursos

Renê Fraga
3 min de leitura

Principais destaques

  • Google está testando uma reformulação visual na área de anexos do Gemini
  • Novo layout prioriza botões maiores e mais fáceis de tocar
  • Recurso de anexar mapas pode ampliar consultas baseadas em localização

O Google iniciou testes de uma interface redesenhada para o Gemini, seu assistente de inteligência artificial, com o objetivo de tornar a experiência mais simples e intuitiva.

A mudança foi identificada no código da versão 17.6.58 do aplicativo Google e faz parte de uma atualização mais ampla da experiência do usuário, conhecida internamente como UX 2.0.

A iniciativa surge após críticas de usuários que consideravam a interface atual carregada demais, com muitos botões pequenos e difíceis de usar. A nova proposta busca organizar melhor os recursos e destacar as funções mais utilizadas.

Botões maiores e foco no essencial

A principal mudança está na área de anexos, onde o usuário adiciona arquivos aos comandos enviados ao assistente. Em vez de vários ícones pequenos agrupados em uma única linha, o novo design apresenta três botões principais bem visíveis: Fotos, Câmera e Arquivos.

Esses ícones aparecem maiores, com rótulos claros, facilitando o toque na tela. A alteração segue as recomendações do Material Design do Google, que sugere áreas mínimas de toque de 48×48 dp para evitar erros e melhorar a navegação.

A ideia é priorizar o que a maioria das pessoas realmente usa, deixando as opções avançadas disponíveis, mas sem poluir visualmente a tela principal.

Nova faixa com recursos extras e opção de mapa

Abaixo dos três botões principais, o Google está testando uma segunda linha com rolagem horizontal. Nela ficam ferramentas adicionais como Drive, NotebookLM e uma novidade interessante: a possibilidade de anexar mapas.

Com esse novo recurso, o usuário poderá selecionar uma área específica do mapa e enviá-la diretamente ao Gemini junto com seu pedido. Isso abre caminho para perguntas mais detalhadas envolvendo localização, como análises de regiões, planejamento de rotas ou recomendações personalizadas com base em um ponto geográfico.

Essa funcionalidade ainda está inativa, mas indica que o Google pretende expandir as capacidades contextuais do assistente.

Experiência padronizada também na sobreposição

Outra mudança importante envolve a sobreposição flutuante do Gemini, aquela que aparece sobre outros aplicativos para consultas rápidas. O Google está aplicando o mesmo padrão visual nessa versão reduzida da interface.

Quando o usuário tocar no botão de adicionar na sobreposição, verá os mesmos botões grandes e a mesma faixa rolável com opções extras. Isso corrige uma diferença antiga entre a experiência principal do app e a versão flutuante, que antes oferecia menos recursos.

Apesar dos testes já estarem presentes no código do aplicativo, a nova interface ainda não foi liberada oficialmente. O Google também não divulgou um cronograma para o lançamento público da atualização.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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