Google Chrome finalmente chegará ao Linux ARM64 em 2026

Renê Fraga
4 min de leitura

Principais destaques

  • O Google anunciou que o Chrome terá versão oficial para Linux ARM64 a partir do segundo trimestre de 2026
  • Até agora, usuários de dispositivos ARM rodando Linux só podiam usar o Chromium
  • A nova versão permitirá acesso a recursos exclusivos do Chrome, como sincronização com conta Google e integrações com Gemini AI

Depois de anos de espera, o Google confirmou que o navegador Chrome terá finalmente uma versão oficial para sistemas Linux baseados em arquitetura ARM64. A novidade foi anunciada pela equipe do Chrome em 12 de março de 2026 e marca uma mudança importante para quem utiliza distribuições como Ubuntu em dispositivos ARM.

Até hoje, quem rodava Linux em equipamentos como Raspberry Pi ou notebooks com chips Snapdragon precisava recorrer ao Chromium, o projeto open source que serve de base para o Chrome. Embora funcional, ele não inclui vários recursos proprietários presentes na versão oficial do navegador.

Segundo o Google, a nova versão será lançada no segundo trimestre de 2026. Na prática, isso significa que os primeiros downloads devem aparecer a partir de abril.

Uma lacuna antiga no ecossistema Linux

A ausência de uma versão oficial do Chrome para Linux ARM sempre gerou estranhamento na comunidade. O próprio Chromium já suporta essa arquitetura há anos, e muitos Chromebooks utilizam chips ARM.

Com o novo anúncio, essa lacuna começa a desaparecer. A empresa afirma que o objetivo é oferecer aos usuários de ARM64 no Linux a mesma experiência segura, estável e completa que já existe em outras plataformas.

Essa expansão também completa o suporte da arquitetura ARM em todos os principais sistemas operacionais. O Chrome já possui versões otimizadas para macOS desde a chegada do chip Apple M1 e para Windows em dispositivos ARM desde 2024.

Recursos exclusivos que chegam com o Chrome

A chegada do Chrome oficial traz benefícios importantes que não estão disponíveis no Chromium. Entre eles estão a sincronização completa com contas Google, suporte ao Google Pay e camadas adicionais de proteção do Safe Browsing.

Além disso, usuários terão acesso às integrações com a inteligência artificial Gemini, que vêm sendo adicionadas gradualmente ao navegador.

Nos últimos meses, o Chrome também recebeu novas ferramentas, como visualização dividida de abas, anotações em arquivos PDF diretamente no navegador e a opção de salvar documentos no Google Drive. Outra novidade em desenvolvimento é o suporte a abas verticais, recurso que está sendo liberado nas versões mais recentes.

Parceria com NVIDIA e suporte a estações de IA

O Google também confirmou uma parceria com a NVIDIA para oferecer suporte ao DGX Spark, uma estação de trabalho compacta voltada para desenvolvimento de inteligência artificial que roda o sistema DGX OS, baseado em Ubuntu.

Nesse ambiente, o Chrome poderá ser instalado diretamente pelo gerenciador de pacotes da NVIDIA.

Para usuários comuns de Linux ARM, no entanto, o processo será simples. O navegador poderá ser baixado diretamente no site oficial do Chrome nos formatos DEB e RPM, compatíveis com as principais distribuições Linux.

Mesmo que a chegada tenha demorado, a novidade amplia as opções para quem utiliza Linux em dispositivos ARM. Agora, usuários poderão escolher entre Chromium ou o Chrome completo, dependendo das suas necessidades.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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