Principais destaques
- Google descontinuou o recurso “O Que as Pessoas Sugerem”, que reunia relatos de saúde de usuários da internet.
- Ferramenta usava inteligência artificial para resumir discussões de fóruns online.
- Decisão acontece após críticas sobre informações médicas potencialmente enganosas geradas por IA.
O Google decidiu encerrar um experimento de busca que utilizava inteligência artificial para reunir conselhos de saúde compartilhados por pessoas comuns na internet. A funcionalidade, chamada “O Que as Pessoas Sugerem”, mostrava nos resultados de busca relatos e sugestões extraídos de fóruns online, organizados automaticamente pela IA.
Segundo informações reveladas pelo jornal The Guardian, a empresa confirmou que o recurso foi retirado do ar como parte de uma simplificação mais ampla da página de busca. Fontes internas próximas à decisão disseram que a ferramenta simplesmente deixou de existir no sistema.
A mudança acontece em meio a um período de maior atenção sobre como a inteligência artificial está sendo usada para apresentar informações médicas nos resultados de pesquisa.
Como funcionava o recurso
A funcionalidade foi apresentada em março de 2025 durante o evento anual de saúde do Google, chamado Check Up, realizado em Nova York.
Na prática, o sistema analisava discussões em fóruns da internet e criava resumos temáticos com base em experiências pessoais de usuários. Quem pesquisasse, por exemplo, sobre artrite poderia encontrar comentários de pessoas que também convivem com a condição e ler sugestões sobre sintomas, tratamentos ou rotina.
A ideia era complementar conteúdos médicos tradicionais com experiências reais de pacientes. Na época, executivos do Google afirmaram que muitas pessoas valorizam ouvir relatos de quem enfrenta problemas de saúde semelhantes.
Críticas sobre informações médicas geradas por IA
Apesar da proposta, a iniciativa acabou entrando no centro de discussões sobre a confiabilidade de respostas produzidas por inteligência artificial em temas sensíveis.
Nos últimos meses, investigações jornalísticas apontaram que outros recursos de IA do Google, como os resumos automáticos exibidos no topo das buscas, chegaram a apresentar recomendações médicas consideradas enganosas por especialistas.
Entre os exemplos citados estavam sugestões alimentares inadequadas para pacientes com câncer e interpretações de exames médicos que não levavam em conta fatores como idade ou sexo. Esse tipo de erro levantou preocupações sobre o risco de usuários tomarem decisões de saúde baseadas em informações incompletas.
Google diz que decisão não foi por segurança
Questionado sobre a remoção do recurso, um porta-voz do Google afirmou que a decisão não está relacionada à qualidade ou à segurança das informações exibidas.
Segundo a empresa, a mudança faz parte de um processo de reorganização da experiência de busca. O Google também reiterou que continua trabalhando para ajudar os usuários a encontrar informações médicas confiáveis vindas de diferentes fontes, incluindo relatos pessoais publicados em fóruns.
Enquanto isso, a companhia prepara novas discussões sobre o uso de inteligência artificial na área da saúde. O próximo evento Check Up, onde iniciativas desse tipo costumam ser anunciadas, está previsto para acontecer nos próximos dias.
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