Principais destaques
- A Meta adiou o lançamento do modelo de IA Avocado para não antes de maio de 2026.
- A empresa estuda licenciar temporariamente o Gemini, do Google, para reforçar seus produtos.
- O atraso aumenta a pressão para competir com OpenAI, Google e Anthropic na corrida da inteligência artificial.
A corrida global pela inteligência artificial ganhou mais um capítulo inesperado. A Meta decidiu adiar novamente o lançamento de seu novo modelo de IA de fronteira, conhecido internamente pelo codinome Avocado. A estreia, inicialmente planejada para março, agora deve acontecer apenas a partir de maio de 2026.
O atraso acontece em um momento crítico para a empresa de Mark Zuckerberg, que investe bilhões para tentar alcançar os principais nomes da indústria de IA. Enquanto o Avocado continua em desenvolvimento, a companhia avalia uma medida pouco comum: licenciar temporariamente o modelo Gemini, desenvolvido pelo Google, para fortalecer seus próprios produtos.
Um projeto ambicioso que não para de atrasar
O Avocado já enfrentou diversos adiamentos desde que começou a ser desenvolvido. Dentro da Meta, o plano original era lançar o modelo antes do final de 2025. No entanto, desafios no treinamento e na avaliação de desempenho fizeram o cronograma escorregar para o início de 2026.
Mesmo assim, os problemas persistiram. Testes internos indicaram que o modelo ainda não atingiu o nível esperado para competir diretamente com as tecnologias mais avançadas do mercado.
Em um memorando interno divulgado no começo de fevereiro, a gerente de produto Megan Fu descreveu o Avocado como o modelo pré-treinado mais capaz já criado pela Meta. Ainda assim, ele precisaria passar por etapas importantes de refinamento antes de chegar ao público.
A pressão dentro dos laboratórios de IA da Meta
O desenvolvimento do Avocado acontece dentro do TBD Lab, uma divisão considerada de elite dentro do Meta Superintelligence Labs. O grupo é liderado por Alexandr Wang, executivo que entrou para a empresa após um acordo bilionário envolvendo talentos da Scale AI.
A equipe trabalha sob intensa pressão para acelerar os resultados. Segundo relatos de bastidores, semanas de trabalho que ultrapassam 70 horas se tornaram comuns no laboratório.
A expectativa dentro da Meta é que o Avocado represente um salto importante na capacidade de seus sistemas de IA, funcionando como base para novos produtos e serviços digitais.
A estratégia inesperada de recorrer ao Gemini
Enquanto o novo modelo não fica pronto, a Meta analisa uma solução provisória: usar a tecnologia Gemini, criada pelo Google, para reforçar seus próprios sistemas de inteligência artificial.
Essa possível parceria não surge do nada. Nos últimos meses, a Meta já firmou acordos para utilizar as TPUs do Google, chips especializados no treinamento de modelos de IA.
Além disso, engenheiros da empresa chegaram a discutir a possibilidade de ajustar versões do Gemini com dados de publicidade da Meta, o que poderia melhorar a segmentação de anúncios na plataforma.
Investimentos gigantes e expectativas altas
O atraso do Avocado acontece em meio a investimentos históricos. A Meta projeta gastar pelo menos 115 bilhões de dólares em infraestrutura e desenvolvimento de IA até 2026.
Esse valor gigantesco aumenta a pressão para que os novos modelos realmente entreguem resultados competitivos. Para muitos analistas do setor, o desempenho do Avocado será um verdadeiro teste para saber se a estratégia de Zuckerberg na inteligência artificial está no caminho certo.
Se o modelo finalmente chegar ao mercado em maio, ele poderá marcar um novo capítulo na disputa entre as gigantes da tecnologia que tentam liderar a próxima geração de IA.
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