YouTube passa a exibir anúncios de 30 segundos sem opção de pular nas smart TVs

Renê Fraga
4 min de leitura

Principais destaques

  • O YouTube começou a exibir anúncios de 30 segundos que não podem ser pulados em televisões conectadas.
  • O sistema usa inteligência artificial para escolher automaticamente o tipo de anúncio exibido.
  • A mudança faz parte da estratégia do Google para competir diretamente com a publicidade da TV tradicional.

Assistir vídeos do YouTube na televisão da sala pode ficar mais parecido com a experiência da TV tradicional. O Google começou a liberar globalmente um novo formato de publicidade que exibe anúncios de até 30 segundos sem botão para pular em smart TVs, dispositivos de streaming e consoles de videogame.

A novidade foi disponibilizada oficialmente no início de março por meio das plataformas Google Ads e Display & Video 360. A ideia é oferecer aos anunciantes a garantia de que a mensagem será assistida até o final quando o conteúdo for exibido na maior tela da casa.

Por enquanto, a mudança vale principalmente para televisões conectadas. Em celulares e computadores, o YouTube continua exibindo com mais frequência anúncios mais curtos ou que podem ser pulados.

Como funciona o novo formato de anúncios

O formato faz parte de um sistema chamado VRC Non-Skip ads. Ele utiliza inteligência artificial para decidir automaticamente qual tipo de anúncio deve aparecer para cada usuário e em cada dispositivo.

O algoritmo pode escolher entre três formatos principais:

• anúncios bumper de 6 segundos
• anúncios padrão de 15 segundos
• anúncios de 30 segundos que não podem ser pulados em TVs conectadas

Segundo o Google, essa seleção dinâmica ajuda os anunciantes a entregar campanhas mais eficientes sem precisar criar estratégias diferentes para cada tipo de tela.

Estratégia para dominar a publicidade na TV

A iniciativa também revela uma estratégia maior do YouTube. A plataforma vem tentando conquistar uma fatia cada vez maior do mercado publicitário que antes era dominado pela televisão tradicional.

Com cada vez mais pessoas assistindo vídeos diretamente nas smart TVs, o YouTube passou a se posicionar como uma espécie de canal de streaming dentro da própria sala de estar.

Relatórios recentes indicam que o YouTube já lidera o tempo de streaming nos Estados Unidos há vários anos, o que aumenta o interesse das marcas em investir em campanhas dentro da plataforma.

Reação negativa de parte dos usuários

Apesar da promessa de maior retorno para anunciantes, a reação de muitos usuários não foi positiva. Discussões em fóruns de tecnologia e redes sociais mostram que parte do público vê a mudança como um retorno à experiência da TV a cabo, onde os intervalos comerciais eram inevitáveis.

Alguns espectadores reclamam que a quantidade de anúncios no YouTube tem aumentado gradualmente ao longo dos anos. Outros acreditam que a estratégia pode incentivar mais pessoas a assinar planos pagos.

Atualmente, a única forma de eliminar completamente a publicidade da plataforma continua sendo a assinatura do YouTube Premium. Existe também uma versão mais barata chamada Premium Lite, que remove anúncios da maior parte dos vídeos, mas ainda mantém publicidade em conteúdos musicais e nos Shorts.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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