Google usa IA do Gemini para rastrear ameaças na dark web

Renê Fraga
3 min de leitura

Principais destaques

  • Nova solução usa IA Gemini para identificar ameaças com base em contexto, não apenas palavras-chave
  • Sistema analisa milhões de dados da dark web por dia com alta precisão
  • Google também avança com automação agêntica e integração com a Wiz na segurança

O Google anunciou um novo serviço de inteligência voltado à dark web durante a RSA Conference 2026, trazendo uma mudança importante na forma como empresas monitoram ameaças digitais. A novidade utiliza os modelos de IA Gemini para analisar grandes volumes de dados e destacar apenas os riscos realmente relevantes para cada organização.

A funcionalidade já está disponível em prévia pública dentro do ecossistema de segurança da empresa e promete reduzir drasticamente o excesso de alertas irrelevantes que sobrecarregam equipes de segurança.

IA deixa palavras-chave para trás e entende o contexto

Durante anos, ferramentas de monitoramento dependeram de buscas por palavras-chave, o que exigia configuração manual e gerava muitos falsos positivos. Agora, com o Gemini, o sistema cria automaticamente um perfil detalhado de cada empresa com base em suas operações, localização e estrutura.

Essa abordagem permite identificar ameaças mesmo quando o nome da organização não aparece explicitamente em fóruns clandestinos. Em vez disso, a IA cruza dados contextuais para encontrar sinais indiretos de risco.

Segundo o Google, testes internos indicam uma taxa de precisão de 98%, um salto significativo em comparação com soluções tradicionais.

Menos ruído e mais inteligência acionável

Um dos maiores problemas enfrentados por equipes de cibersegurança sempre foi o excesso de alertas irrelevantes. A nova solução tenta resolver isso filtrando o que realmente importa.

Especialistas apontam que ferramentas antigas podiam gerar mais de 90% de falsos positivos. Com a nova abordagem, a IA conecta padrões e comportamentos que seriam difíceis de detectar manualmente, permitindo respostas mais rápidas e eficazes.

Na prática, isso significa menos tempo analisando dados inúteis e mais foco em ameaças reais.

Segurança agêntica e integração com a Wiz

Além do monitoramento da dark web, o Google também apresentou avanços no conceito de segurança agêntica, com IA atuando diretamente nos fluxos operacionais.

Novos agentes inteligentes podem investigar alertas automaticamente, coletar evidências e entregar análises completas, substituindo tarefas repetitivas feitas por analistas humanos.

A empresa também destacou a integração com a Wiz, ampliando a proteção para ambientes multinuvem e fortalecendo seu ecossistema de segurança.

Esse movimento acontece em um cenário onde ataques estão cada vez mais rápidos. Estudos recentes indicam que cibercriminosos conseguem agir em questão de segundos após uma invasão inicial, pressionando empresas a adotarem soluções mais automatizadas e inteligentes.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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