México aguarda resposta do Google sobre nome do Golfo do México antes de entrar com processo

Renê Fraga
2 min de leitura

O governo mexicano está aguardando uma resposta definitiva do Google antes de decidir se levará a empresa aos tribunais.

A polêmica gira em torno da mudança no nome do Golfo do México para “Golfo da América” no serviço de mapas da plataforma, uma decisão que seguiu uma declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, divulgou uma carta enviada por Cris Turner, vice-presidente de Relações Governamentais e Políticas Públicas do Google, na qual a empresa afirma que não revisará sua política de mapeamento.

“Aguardaremos a resposta do Google e, se necessário, seguiremos com ações legais”, declarou Sheinbaum em uma coletiva de imprensa.

Atualmente, o Google Maps exibe o nome “Golfo da América” dentro dos Estados Unidos, “Golfo do México” no território mexicano e uma combinação dos dois nomes em outras regiões.

Na carta, Turner explicou que a empresa segue políticas de mapeamento “imparciais e consistentes em todas as regiões” e que está disposta a se reunir com representantes do governo mexicano para discutir o assunto. Ele também destacou que a empresa consulta múltiplas fontes autorizadas para garantir a precisão das informações.

Para o México, a questão vai além de uma simples mudança de nome. O Golfo do México é um corpo de água compartilhado, com cerca de 49% de sua área sob jurisdição mexicana, 46% sob controle dos EUA e 5% sob controle cubano.

O nome “Golfo do México” é reconhecido internacionalmente e tem raízes históricas que remontam a 1607. Por isso, as autoridades mexicanas consideram a renomeação uma violação de sua soberania e afirmam que não aceitarão a mudança em uma área geográfica sob seu território e jurisdição.

A disputa ocorre em um momento delicado nas relações entre México e Estados Unidos, com tensões envolvendo tarifas comerciais e ameaças de deportações em massa.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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