Google sente impacto das tarifas dos EUA, mas Apple lidera queda entre gigantes da tecnologia

Renê Fraga
2 min de leitura

Nos últimos dias, as ações das maiores empresas de tecnologia do mundo — conhecidas como as “Sete Magníficas” (Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet/Google, Meta, Nvidia e Tesla) — sofreram uma queda acentuada após o anúncio de um novo pacote de tarifas comerciais do ex-presidente Donald Trump.

Entre elas, a Apple foi a mais afetada, mas o Google, representado pela Alphabet, também foi impactado e pode enfrentar novos desafios nos próximos meses.

O plano de tarifas começou a valer em 5 de abril, com uma cobrança de 10% sobre todas as importações dos Estados Unidos.

A partir de 9 de abril, as medidas se tornam ainda mais duras, com a implementação de tarifas “recíprocas” para países considerados desleais nas trocas comerciais com os EUA — incluindo China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Vietnã.

Esses países são peças-chave na cadeia de produção de diversos produtos eletrônicos e serviços digitais.

Para o Google, essas mudanças podem elevar os custos operacionais de dispositivos como os smartphones Pixel, os tablets da linha Pixel Tablet, os dispositivos Nest (como câmeras de segurança e smart speakers), e até mesmo os Chromebooks — muitos dos quais são fabricados ou montados em países agora diretamente afetados pelas novas tarifas.

Ainda que o impacto inicial tenha sido mais moderado do que no caso da Apple, a longo prazo os efeitos podem pressionar a margem de lucro da empresa e influenciar os preços para os consumidores americanos.

Além disso, há um risco secundário, mas relevante: tarifas elevadas podem reduzir o poder de compra dos consumidores e desacelerar a demanda por novos dispositivos e serviços — incluindo os do ecossistema do Google.

A turbulência acontece justamente num momento em que a gigante de Mountain View intensifica sua aposta em inteligência artificial generativa e na integração de seus serviços por meio do Android e do Google Assistant.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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