Sameer Samat, vice-presidente do Android no Google, acredita que é hora de repensar o que significa cursar Ciência da Computação. Para ele, a maneira como a graduação é percebida atualmente está ultrapassada e precisa de uma reformulação.
“Hoje, muitas pessoas ainda enxergam a Ciência da Computação como algo focado em aprender a programar em Java”, disse Samat. “Mas, se é só isso que você quer fazer, você provavelmente nem precisa de um diploma.”
Para o executivo, que também se formou em Ciência da Computação pela UC San Diego, o verdadeiro valor do curso está na capacidade de resolver problemas complexos, e não apenas em escrever códigos.
“Definitivamente, não é só aprender a programar. É, na minha opinião, a ciência de resolver problemas.”
Samat reconhece que, com o avanço da inteligência artificial e o surgimento de ferramentas como o Codex, que já conseguem gerar códigos automaticamente, muitos jovens estão se perguntando se ainda vale a pena investir em um curso superior na área.
“Aprender a programar continua sendo importante”, reforça. “Mas os estudantes precisam trazer outras paixões para o trabalho, algo que os motive a ir além.”
Ao compartilhar sua própria trajetória, o executivo contou que criou duas startups no início da carreira e que uma delas o levou até Sergey Brin, cofundador do Google.
“Foi ao empreender que aprendi muito do que aplico até hoje”, disse.
Para ele, a combinação entre o conhecimento técnico e interesses pessoais pode ser o diferencial.
“Acho importante se aprofundar em algo que realmente te empolgue. Torne-se um especialista nos 5% que mais entendem de um assunto. Isso sim faz a diferença.”
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