IA do Google que prevê furacões surpreende especialistas no primeiro uso real

Renê Fraga
3 min de leitura

Principais destaques:

  • Modelo de inteligência artificial do Google acertou mais que previsões tradicionais nos primeiros dias do furacão Erin.
  • A tecnologia usa dados históricos de furacões para identificar padrões invisíveis ao olho humano.
  • Apesar do sucesso inicial, ainda não está disponível ao público e segue em fase de testes.

Quando o furacão Erin se transformou de tempestade tropical em um poderoso furacão de categoria 5 em menos de 24 horas, meteorologistas ficaram em alerta.

O fenômeno, que ameaçou a costa leste dos Estados Unidos e gerou preocupação na Flórida, também serviu como campo de testes para uma novidade: o modelo de previsão de furacões criado pelo Google DeepMind.

Segundo especialistas, essa foi a primeira vez que a inteligência artificial do Google foi usada em tempo real para acompanhar a formação de um furacão e os resultados chamaram a atenção.

Como a IA do Google se saiu no teste

James Franklin, ex-chefe da unidade de furacões do Centro Nacional de Furacões dos EUA, afirmou que o desempenho foi impressionante.

O modelo conseguiu prever com mais precisão a trajetória do furacão Erin nos três primeiros dias de vida do sistema, superando até os modelos tradicionais usados nos Estados Unidos e na Europa.

Além da rota, a IA também se destacou ao prever a intensidade e o ciclo de vida do furacão, algo que costuma ser um dos maiores desafios para meteorologistas.

O que torna essa tecnologia diferente

Enquanto os modelos tradicionais dependem fortemente de dados atmosféricos em tempo real, o sistema do Google aposta em outra estratégia: analisar décadas de registros históricos de furacões.

A partir disso, a IA identifica padrões estatísticos que muitas vezes passam despercebidos por especialistas humanos.

Essa abordagem permitiu que o modelo antecipasse mudanças de intensidade com uma precisão inédita, segundo Franklin.

Ainda não é para o público

Apesar do desempenho promissor, a tecnologia ainda não está pronta para ser usada diretamente pela população.

O Google mantém um aviso em seu laboratório de clima recomendando que as pessoas continuem confiando nas previsões oficiais do Centro Nacional de Furacões.

Mesmo assim, especialistas acreditam que, se o modelo continuar mostrando bons resultados ao longo da temporada, poderá ser incorporado oficialmente às previsões já no próximo ano.

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Seguir:
Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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