OpenAI lança Sora para Android: app de vídeos com IA chega à Google Play

Renê Fraga
4 min de leitura

🧠 Principais destaques:

  • Aplicativo Sora agora disponível para Android em sete países, sem necessidade de convite
  • OpenAI inicia estratégia de monetização com pacotes pagos de vídeos
  • Recursos sociais e legais colocam a plataforma no centro de debates sobre direitos de imagem

Sora chega ao Android e amplia acesso global

A OpenAI liberou nesta terça-feira o aplicativo Sora para dispositivos Android, marcando a primeira expansão do app de geração de vídeos com inteligência artificial fora do ecossistema Apple.

A novidade chega cerca de um mês após o sucesso estrondoso da versão para iOS, que superou 1 milhão de downloads em cinco dias e dominou o ranking da App Store.

O Sora pode ser baixado na Google Play Store por usuários dos Estados Unidos, Canadá, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Tailândia e Vietnã. A OpenAI também confirmou que planeja levar o aplicativo para a Europa e outros mercados em breve.


Novos recursos e início da monetização

Junto com o lançamento no Android, a OpenAI deu início à estratégia de monetização do Sora. A empresa afirma que o modelo gratuito atual é insustentável devido ao alto custo de geração de vídeos com IA.

Agora, usuários podem adquirir pacotes extras de 10 vídeos por US$ 4, após ultrapassarem os limites diários – 30 vídeos para usuários gratuitos e 100 para assinantes Pro.

Segundo Bill Peebles, responsável pelo Sora, o uso intenso por parte de criadores “excede em muito o esperado”, e ajustes devem continuar à medida que a demanda cresce.

Além disso, o aplicativo passa a oferecer criação de personagens personalizados, que podem ser inspirados em pessoas, animais de estimação ou obras de ficção. Esses avatares podem ser usados apenas de forma privada ou disponibilizados para toda a comunidade.


Funções sociais e novos desafios legais

O Sora não é apenas uma ferramenta de geração de vídeos, mas também uma plataforma social. Inspirado no formato do TikTok, ele permite criar, compartilhar e remixar vídeos de IA em um feed vertical.

As novidades incluem ferramentas de edição para juntar múltiplos clipes, além de rankings com vídeos e personagens mais populares.

Mas o sucesso rápido também trouxe controvérsias. A marca “Cameo”, usada para o novo recurso de personagens, está sendo contestada judicialmente pela empresa homônima de vídeos de celebridades, que acusa a OpenAI de violação de marca registrada.

A plataforma também enfrenta críticas por conta da criação de deepfakes inapropriados usando figuras históricas e personagens protegidos por direitos autorais.

Em resposta, a OpenAI afirmou que pretende lançar um sistema de monetização para criadores, permitindo que detentores de direitos definam taxas de uso para personagens e avatares.

O movimento faz parte da estratégia da empresa de criar o que ela chama de uma “economia criativa impulsionada por IA”, buscando equilibrar inovação e respeito à propriedade intelectual.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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