Sam Altman alerta equipe da OpenAI: “O Google voltou ao jogo e em alto nível”

Renê Fraga
4 min de leitura

Principais destaques:

  • Sam Altman reconheceu que o Google recuperou vantagem na corrida da inteligência artificial.
  • O CEO da OpenAI alertou sobre possíveis impactos no crescimento de receita da empresa.
  • Apesar das dificuldades, Altman mantém confiança na capacidade de recuperação e aposta no foco em superinteligência.

Um aviso interno que ganhou o mundo

Um memorando interno de Sam Altman, CEO da OpenAI, veio a público e revelou um tom incomum de preocupação dentro da empresa.

No texto, Altman reconhece que o Google tem mostrado resultados “excelentes em todos os aspectos” e que isso está afetando o moral interno e as projeções de crescimento da OpenAI.

A mensagem surge logo após o lançamento do Gemini 3 Pro, o modelo de inteligência artificial mais avançado do Google até o momento, que demonstra avanços expressivos em tarefas como desenvolvimento de sites, design de produtos e programação, áreas nas quais a OpenAI vinha liderando.

Altman admitiu que o cenário traz “ventos econômicos contrários”, mas manteve o otimismo.

Ele destacou que o time está “se recuperando rapidamente” e que a empresa continua focada em metas de longo prazo, especialmente na busca pela chamada superinteligência, ou seja, uma inteligência artificial com desempenho superior à humana.


A pressão da concorrência e os desafios do mercado

O memorando também cita a possibilidade de o crescimento de receita da OpenAI cair para números de um dígito até 2026, segundo o site The Information.

O reconhecimento vem em um momento delicado: investidores e analistas apontam que o uso do ChatGPT tem mostrado sinais de leve desaceleração, mesmo com boas margens financeiras.

Na visão de Altman, esse recuo temporário não deve desviar o foco do time. Ele mencionou rivais como Google e Anthropic como empresas que estão “reduzindo a diferença” em desempenho técnico.

Apesar disso, o executivo reforçou que não trocaria de posição com ninguém no setor e que está disposto a enfrentar o que chamou de “um período temporário de desvantagem” em busca de metas mais ambiciosas.


Foco no futuro: superinteligência e novos projetos

Altman encerrou o comunicado incentivando os funcionários a manter a confiança. Segundo ele, “ter a maior parte do time de pesquisa focada em chegar à superinteligência é fundamental” para a missão da OpenAI.

O CEO também destacou parcerias estratégicas, como a recente colaboração com a Foxconn, principal fornecedora da Apple, para o desenvolvimento e fabricação de componentes de infraestrutura de data centers nos Estados Unidos.

Essa aliança, segundo Altman, representa “um passo para garantir que as tecnologias centrais da era da IA sejam construídas em solo americano”.

Além disso, circulam informações sobre um novo modelo de linguagem da OpenAI, codinome “Shallotpeat”, que busca corrigir falhas no pré-treinamento e aprimorar a precisão do sistema.

Mesmo reconhecendo o peso das múltiplas tarefas, pesquisa, infraestrutura e produto, Altman concluiu seu recado com uma nota de resiliência: “Não trocaria nossa posição com nenhuma outra empresa”.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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