Ex-CEO do Google lidera projeto de telescópio espacial privado com lançamento previsto até 2028

Renê Fraga
3 min de leitura

Principais destaques:

  • Organização filantrópica criada pelo ex-CEO do Google vai financiar um telescópio espacial de grande porte.
  • O projeto prevê resposta rápida a eventos cósmicos e acesso aberto para cientistas do mundo todo.
  • Além do observatório no espaço, três instalações terrestres inovadoras também estão em desenvolvimento.

A Schmidt Sciences, fundada por Eric Schmidt e Wendy Schmidt, anunciou um dos maiores investimentos privados já feitos na área de astronomia.

A iniciativa inclui um telescópio espacial de 3 metros e três observatórios terrestres de nova geração, com potencial para acelerar descobertas e mudar a forma como o universo é estudado.

Um telescópio espacial bancado fora do governo

O principal destaque do projeto é o Lazuli, que deve se tornar o primeiro telescópio espacial de grande porte financiado integralmente por capital privado.

Seu espelho terá cerca de 70% mais área que o do Telescópio Espacial Hubble, referência histórica da astronomia moderna.

O lançamento está previsto para até 2028, e o diferencial está na velocidade de resposta. O Lazuli foi desenhado para reagir a eventos cósmicos em até quatro horas, algo incomum para telescópios espaciais desse porte.

Para atingir esse objetivo, o projeto reduz prazos tradicionais e aposta em tecnologias já consolidadas.

Instrumentos avançados e dados abertos

O telescópio espacial contará com três instrumentos científicos principais: uma câmera de campo amplo, um espectrógrafo de campo integral e um coronógrafo dedicado à observação direta de exoplanetas.

Esse conjunto permitirá investigar desde explosões estelares até a composição de atmosferas de planetas fora do Sistema Solar.

O acesso ao equipamento e aos dados seguirá um modelo aberto. O tempo de observação será distribuído por mérito científico, e as informações coletadas ficarão disponíveis em bancos de dados integrados, reforçando a proposta de ciência aberta e colaboração internacional.

Observatórios terrestres e um novo modelo para a astronomia

Além do observatório espacial, a Schmidt Sciences também financiará três grandes instalações terrestres.

Entre elas, um sistema que reunirá mais de mil pequenos telescópios para monitorar continuamente o céu do hemisfério norte, além de redes de antenas de rádio e espelhos modulares voltados a fenômenos transitórios e estudos espectroscópicos.

O anúncio ocorre em um cenário de incerteza sobre o financiamento público da ciência nos Estados Unidos.

Para muitos pesquisadores, o envolvimento direto do ex-CEO do Google sinaliza um novo modelo para grandes projetos científicos, combinando recursos privados, inovação tecnológica e acesso amplo à comunidade científica global.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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