Google diz que design em gradiente do Gemini se inspira nos ícones do Macintosh de 1984

Renê Fraga
3 min de leitura

Principais destaques:

  • O Google compara o desafio visual do Gemini ao surgimento das interfaces gráficas nos anos 1980
  • Gradientes substituem ícones clássicos como forma de tornar a IA mais intuitiva
  • Círculos, movimento e suavidade são usados para gerar confiança no usuário

O Google revelou detalhes inéditos sobre a filosofia visual do Gemini, seu assistente de inteligência artificial, e fez uma conexão direta com um dos momentos mais marcantes da história do design digital: os ícones criados por Susan Kare para o Macintosh, em 1984.

A explicação foi publicada pelo time do Google Design e mostra como o visual do Gemini não é apenas estético, mas parte central da forma como a empresa quer aproximar pessoas comuns de sistemas complexos de IA.

A ponte entre humanos e máquinas

Segundo o Google, os assistentes de inteligência artificial representam hoje um território de design tão novo quanto era a computação gráfica no início dos anos 1980. Naquela época, Susan Kare ajudou a traduzir funções técnicas em símbolos simples e familiares, como a lixeira, o pincel e o famoso computador sorridente.

A empresa afirma que o Gemini enfrenta um desafio semelhante: tornar compreensíveis processos invisíveis e altamente complexos. Em vez de recorrer a ícones figurativos, a solução encontrada foi o uso de gradientes fluidos, pensados para funcionar como sinais visuais de energia, direção e foco, guiando o olhar do usuário para o que realmente importa.

Gradientes, círculos e movimento

O Google explica que os gradientes do Gemini possuem bordas mais definidas na parte frontal e se dissipam suavemente, criando a sensação de avanço e continuidade. Já as formas circulares foram escolhidas por transmitirem simplicidade, conforto e harmonia. O próprio logotipo do Gemini nasce da combinação de quatro círculos em espaço negativo.

O movimento também é tratado como elemento essencial. Cada animação tem começo e fim bem definidos, refletindo diretamente as ações do usuário. A ideia é deixar claro quando o sistema está “pensando”, respondendo ou finalizando uma tarefa, tornando o funcionamento da IA mais transparente.

Design para um sistema que está sempre mudando

Para o Google, projetar o Gemini significa criar confiança em uma ferramenta que evolui o tempo todo. A empresa afirma que, quando uma tecnologia pode parecer intimidadora, o design precisa ser acolhedor. Por isso, o visual aposta em suavidade, linguagem clara e sinais visuais que façam o usuário se sentir seguro durante a interação.

Essa linguagem visual não ficou restrita ao Gemini. Desde o fim de 2025, o Google vem adotando gradientes mais vibrantes até mesmo em seu icônico logotipo “G”, indicando uma mudança mais ampla na identidade da empresa. O objetivo final é fazer com que o Gemini pareça intuitivo, acessível, inspirador e, acima de tudo, confiável.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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