Principais destaques
- O Google estuda dar aos sites a opção de bloquear o uso de seus conteúdos em resumos gerados por inteligência artificial.
- A discussão surge após pressão de reguladores do Reino Unido e reclamações de queda de tráfego por parte de publishers.
- A empresa afirma que qualquer mudança precisa manter a utilidade da busca para os usuários.
O Google confirmou que está avaliando novos controles que permitam aos donos de sites impedir que seus conteúdos sejam usados para gerar os chamados AI Overviews, os resumos automáticos exibidos no topo dos resultados de pesquisa.
A informação foi divulgada em um post oficial da empresa e marca um possível ponto de virada na relação entre a busca e produtores de conteúdo.
O que são os AI Overviews e por que eles geram críticas
Os AI Overviews foram lançados no segundo semestre de 2024 e passaram a exibir respostas resumidas, criadas por inteligência artificial, antes mesmo da lista tradicional de links.
Para produzir esses textos, o Google utiliza informações coletadas de diversos sites.
O problema, segundo veículos de mídia e criadores de conteúdo, é que esse modelo reduziu drasticamente os cliques para as páginas originais.
Menos visitas significam menos receita, o que afeta diretamente a sustentabilidade de quem produz o conteúdo que alimenta a própria IA.
A pressão dos reguladores no Reino Unido
A mudança de postura do Google ocorre após a Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido, a Competition and Markets Authority, abrir uma consulta pública para discutir novas regras para a empresa.
O órgão argumenta que, por causa da posição dominante do Google na busca online, é necessário garantir um tratamento mais justo a jornais, sites e produtores de conteúdo.
Entre as medidas sugeridas está justamente a possibilidade de os publishers recusarem o uso de seus textos tanto em recursos de IA na busca quanto no treinamento de modelos fora do Google Search.
O que o Google promete mudar
No comunicado, o Google afirma que está “explorando atualizações” em seus controles para permitir que sites optem por não participar de recursos generativos da busca. A empresa, no entanto, não esclareceu se essa opção seria limitada ao Reino Unido ou estendida a outros países.
Ao mesmo tempo, o Google diz que precisa evitar mudanças que tornem a experiência de busca fragmentada ou confusa para o usuário. Segundo a empresa, o objetivo é equilibrar rapidez e utilidade para quem pesquisa com mais controle para quem publica conteúdo.
A autoridade britânica informou que deve levar cerca de um ano para concluir a consulta e decidir se adotará medidas adicionais. Até lá, o Google afirma que continuará dialogando com reguladores e com os donos de sites para encontrar um caminho que ofereça mais escolhas aos publishers sem comprometer a busca.
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