Como funciona o Google Bard e quais as suas atuais limitações?

Renê Fraga
5 min de leitura

O Google lançou hoje o Bard, seu experimento de Inteligência Artificial generativa que pode ajudar a impulsionar a criatividade e produtividade dos usuários.

O que é o Google Bard?

O Bard é uma ferramenta promissora que pode ajudar em diversas tarefas, como planejamento de festas, criação de listas de prós e contras para tomadas de decisões e até mesmo a compreensão de assuntos complexos de forma simples.

Ele é capaz de supercarregar a imaginação, impulsionar a produtividade e auxiliar na concretização de ideias.

Tecnologia por trás do Bard

O modelo de linguagem utilizado pelo Bard é uma versão leve e otimizada do LaMDA, que será atualizado com modelos mais novos e mais capazes ao longo do tempo.

Ele funciona como um motor de previsão que gera respostas quando solicitado por meio da linguagem natural.

Limitações atuais do Bard

Apesar das possibilidades, o Bard é um experimento, e algumas das respostas podem ser imprecisas, por isso é necessário verificar as informações fornecidas pelo Bard.

Além disso, o Bard não é capaz de ajudar em tarefas de programação, mas a gigante de Mountain View está trabalhando para expandir as capacidades da ferramenta, incluindo programação, mais idiomas e experiências multimodais.

A capacidade de manter o contexto durante conversas mais longas também está em desenvolvimento.

Idiomas suportados

O Bard é limitado em relação aos idiomas suportados, estando disponível somente em inglês americano no momento.

O Google diz estar trabalhando para tornar o Bard capaz de falar o maior número possível de idiomas, para que mais pessoas possam experimentar a ferramenta e fornecer feedback.

Segurança e precisão do Bard

Outro ponto importante é que, embora o Bard tenha controles de segurança embutidos e mecanismos claros para feedback de acordo com os princípios de Inteligência Artificial do Google, é possível que ele exiba informações imprecisas ou declarações ofensivas.

Por isso, é necessário ter cuidado ao utilizar a ferramenta e sempre verificar as informações fornecidas pelo Bard.

Verificação de informações

Para auxiliar na verificação das informações, o Bard pode fornecer links para fontes que possam fornecer mais informações sobre o tópico solicitado.

Em caso de dúvidas, o usuário também pode verificar as informações fornecidas pelo Bard realizando uma busca no Google.

Compromisso da Google com a Inteligência Artificial

O Google diz estar comprometido em desenvolver tecnologias que resolvam problemas importantes e ajudem as pessoas em suas vidas diárias.

A empresa acredita no potencial da Inteligência Artificial e outras tecnologias avançadas para empoderar as pessoas e beneficiar as gerações atuais e futuras.

Também afirma acreditar que essas tecnologias promoverão a inovação e ajudarão a cumprir sua missão de organizar as informações do mundo e torná-las universalmente acessíveis e úteis.

Expansão da participação no experimento do Bard

Com a abertura do Google Bard, o buscador quer incentivar a participação do público no experimento do Bard, para que mais pessoas possam experimentar a ferramenta e fornecer feedback.

Os usuários podem avaliar as respostas como boas ou ruins e enviar feedback toda vez que o Bard responder.

Além disso, o Google tem um processo rigoroso de revisão para melhorar o Bard, incluindo a análise de conversas relatadas como de baixa qualidade para identificar tipos comuns de respostas problemáticas e melhorar o Bard.

Coleta de dados

É importante lembrar que quando um usuário interage com o Bard, o Google coleta suas conversas, localização geral com base em seu endereço IP, feedback e informações de uso.

Esses dados ajudam a fornecer, melhorar e desenvolver produtos, serviços e tecnologias de aprendizado de máquina, conforme explicado na Política de Privacidade da Google.

Por exemplo, o feedback do usuário é utilizado para aumentar a eficácia das políticas de segurança do Bard e ajudar a minimizar alguns dos desafios inerentes aos grandes modelos de linguagem.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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