YouTube deixa de remover conteúdo com alegações falsas sobre eleições nos EUA

Renê Fraga
2 min de leitura

O YouTube anunciou a reversão de sua política de desinformação eleitoral, permitindo agora que conteúdos com alegações falsas sobre a integridade das eleições presidenciais dos EUA de 2020 e de outros pleitos anteriores fiquem disponíveis na plataforma.

A empresa afirma que a abertura para o debate de ideias políticas, mesmo as mais controversas, é fundamental para o funcionamento de uma sociedade democrática em épocas de eleições.

A política de desinformação eleitoral do YouTube foi implementada em dezembro de 2020 e, desde então, milhares de vídeos foram removidos.

Embora a plataforma tenha tentado conter a disseminação de desinformação durante as eleições presidenciais dos EUA em 2020, os métodos adotados não foram eficazes.

Um estudo de 2020 mostrou que o algoritmo de recomendação do YouTube frequentemente mostrava vídeos que questionavam os resultados das eleições para usuários céticos.

Ainda assim, o YouTube afirma que continuará a fazer cumprir regras que impedem os usuários de desencorajar outros de participar de uma eleição e que tomará medidas para combater conteúdos que visam desinformar os usuários sobre o horário, local ou requisitos para votar.

A reversão da política de desinformação eleitoral do YouTube acontece em um momento em que as empresas de tecnologia estão sob pressão para combater a disseminação de informações falsas e conteúdos prejudiciais em suas plataformas.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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