Google explica por que o conteúdo sindicalizado não repassa sinais de classificação

Renê Fraga
2 min de leitura

Em resposta a uma pergunta feita no Twitter por Lily Ray (@lilyraynyc), o especialista do Google, John Mueller, explicou por que o conteúdo sindicalizado não repassa sinais de classificação.

A pergunta levantou dúvidas sobre se os sinais de links, UX e mídias sociais associados ao conteúdo sindicalizado são consolidados na URL do parceiro escolhido como canônico pelo Google.

Mueller esclareceu que o Google não utiliza todos os sinais mencionados e que a página reconhecida como canônica é a que recebe os benefícios dos sistemas de classificação.

Ele também abordou a política do Google em relação ao uso de tags canônicas entre domínios no conteúdo sindicalizado.

O Google desaconselha o uso dessas tags e sugere o uso da meta tag noindex para bloquear a indexação do conteúdo no site do parceiro.

Dessa forma, os sinais de links são direcionados para o editor de conteúdo original, em vez de serem consolidados no parceiro de sindicação.

No entanto, uma atualização recente da SearchLiaison do Google no Twitter gerou debates.

A empresa esclareceu que a recomendação do noindex é mais adequada para evitar que os parceiros de sindicação ultrapassem os rankings dos editores originais.

A discussão girou em torno da utilização de tags canônicas entre domínios para transferir os sinais de links dos parceiros de sindicação para os editores originais. O Google argumentou que permitir isso poderia violar suas políticas de spam.

A controvérsia em torno do uso de tags canônicas entre domínios levanta questões sobre a sindicação de conteúdo como estratégia de construção de links.

Enquanto alguns argumentam que os editores originais deveriam receber crédito pelos links acumulados pelos parceiros de sindicação, o Google mantém a posição de que os sinais de classificação não são repassados nesse contexto.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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