Google nega pedido para remover vídeo sobre Maomé do YouTube

Renê Fraga
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Além dos problemas enfrentados no Brasil – cujo o resultado culminou na prisão do diretor financeiro do Google Brasil, Edmundo Luiz Pinto Balthazar – a gigante de Mountain View tem negado qualquer intenção de remover um vídeo, hospedado no YouTube, que retrata o profeta islâmico Maomé como uma fraude e mulherengo.

No entanto, após receber um pedido da Casa Branca para rever sua decisão, o buscador afirmou que irá promover uma censura limitada ao vídeo para os usuários provenientes de países como Índia, Indonésia, Egito e Líbia, onde as embaixadas norte-americanas foram invadidas por manifestantes indignados. A empresa esclarece que tomou a decisão baseada nas leis locais, sem intervenção política.

“Esse vídeo – que é amplamente disponibilizado na internet – respeita claramente as nossas diretrizes e portanto continuará no YouTube”, disse o Google em comunicado. “Entretanto, dada a dificuldade da situação na Líbia e no Egito, bloqueamos temporariamente o acesso em ambos os países. Nossos corações estão com as famílias das pessoas assassinadas nos ataques de ontem na Líbia”.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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