Empresas de internet assumiram o papel de árbitros da liberdade de expressão?

Renê Fraga
2 min de leitura

Imagem relacionada a Empresas de internet assumiram o papel de árbitros da liberdade de expressão?Uma matéria muito interessante do Washington Post, publicada nesta sexta-feira, questiona até que ponto as empresas de internet se transformaram em “juristas e defensores” das liberdades civis.

O caso mais recente, envolvendo um video sobre Maomé no YouTube, coloca uma luz sobre o assunto ao mostrar que o Google estaria assumindo questões complexas, que, tradicionalmente, são da competência dos tribunais, juízes e, ocasionalmente, de tratados internacionais.

“Observe que o Google tem mais poder sobre isso do que qualquer Egípcio ou o governo dos EUA”, disse Tim Wu, professor de direito da Columbia University. “O discurso atual sobre liberdade nada mais tem a ver com os governos e sim com as empresas.”

Para Andrew McLaughlin, ex-executivo de políticas públicas do Google e vice-presidente de tecnologia da Casa Branca da gestão Obama, as principais empresas de internet (Google, YouTube, Facebook e Twitter) agora desempenham um papel de atribuir liberdade de expressão ou mesmo censurar conteúdos.

Um funcionário do Google, falando em condição de anonimato, disse ao Washington Post que “lidar com conteúdo polêmico tem sido um dos maiores desafios que enfrentamos como uma empresa”.

Será que as empresas de internet estão realmente prontas para conseguir lidar com questões muito além de suas instalações e seus funcionários?

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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