Não é o Google que está ruim, é a internet que está se deteriorando em qualidade

Renê Fraga
4 min de leitura

O Google é a maior ferramenta de busca na internet, fornecendo informações relevantes e precisas para bilhões de usuários em todo o mundo.

No entanto, nas últimas semanas, surgiram suposições sobre a qualidade dos resultados de busca do Google.

Mas a realidade é que a busca do Google continua melhorando a cada dia, enquanto a qualidade da web, por outro lado, está diminuindo rapidamente.

A diminuição da qualidade da web é em grande parte devido à proliferação de práticas de SEO Spam e marketing digital questionáveis.

Muitas empresas e indivíduos estão produzindo conteúdo com o único objetivo de levar o usuário a publicidades ou links de afiliados.

Isso tem levado à criação de conteúdo de baixa qualidade que muitas vezes não é relevante ou preciso para os usuários.

Além disso, muitos “gurus” do marketing digital no YouTube e TikTok que estão incentivando a criação de conteúdo de baixa qualidade, o que pode estar afetando negativamente a qualidade dos resultados de busca.

Por isso, o ChatGPT apresenta-se como uma solução para esse problema.

Como um modelo de linguagem avançado, o ChatGPT é capaz de selecionar a informação exata que os usuários estão procurando, sem cair nas armadilhas do marketing digital.

Ao usar o ChatGPT, os usuários tem alguma certeza de que estão obtendo informações precisas e relevantes que são relevantes para suas pesquisas.

Isso é especialmente importante para pesquisas técnicas ou científicas, onde a precisão das informações é fundamental.

Além disso, é importante destacar que o próprio Google tem sua parcela de culpa na qualidade da web.

A empresa tem aumentado a presença de publicidade nos resultados de pesquisa, o que pode incentivar a criação de conteúdo de baixa qualidade que busca apenas chamar a atenção dos usuários.

Essa prática vai contra a visão original dos fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, que já em 1998 expressavam sua preocupação com a tendência dos motores de busca financiados por publicidade de priorizar os interesses dos anunciantes em detrimento dos usuários.

“Atualmente, o modelo de negócio predominante para motores de busca comerciais é a publicidade. Os objetivos do modelo de negócio de publicidade nem sempre correspondem à prestação de uma busca de qualidade aos usuários… esperamos que os motores de busca financiados por publicidade sejam inerentemente tendenciosos para os anunciantes e longe das necessidades dos consumidores… Além disso, a receita de publicidade muitas vezes fornece um incentivo para fornecer resultados de busca de baixa qualidade”.

Larry Page e Sergey Brin

Embora a diminuição da qualidade da web seja preocupante, é importante lembrar que a busca do Google continua a melhorar e se adaptar às necessidades dos usuários.

O Google continua investindo em tecnologias avançadas, como inteligência artificial e machine learning, para melhorar ainda mais a qualidade de suas respostas, mas, claramente, ainda não é o bastante.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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