Durante o julgamento antitruste em andamento contra o Google, a CEO da Mozilla, Mitchell Baker, admitiu em um vídeo que a troca do mecanismo de busca padrão do Firefox do Google para o Yahoo em 2014 foi considerada um fracasso.
Baker explicou que a decisão foi baseada na promessa da então CEO do Yahoo, Marissa Mayer, de fazer um investimento significativo na Mozilla.
No entanto, a experiência de busca oferecida pelo Yahoo aos usuários do Firefox se deteriorou ao longo do tempo, levando a Mozilla a encerrar a parceria e voltar ao Google em 2017.
A mudança para o Yahoo envolveu um acordo financeiro substancial, com o Yahoo concordando em pagar à Mozilla pelo menos US$ 375 milhões por ano.
Embora o Yahoo tenha inicialmente prometido reduzir o número de anúncios e diminuir o rastreamento de usuários em comparação ao Google, acabou violando essas promessas, exibindo mais publicidade. Diante disso, a Mozilla decidiu renovar seu acordo com o Google em 2020.
Baker também revelou que parte de seu salário está vinculada à receita anual da Mozilla. Após a renovação do acordo com o Google, ela recebeu mais de US$ 2,5 milhões em 2020.
No entanto, ela não divulgou o valor atual do acordo entre a Mozilla e o Google, embora relatos recentes estimem que seja entre US$ 400 milhões e US$ 450 milhões por ano.
A CEO da Mozilla reconheceu que o Firefox experimentou uma queda significativa no número de usuários durante o período em que o Yahoo era o mecanismo de busca padrão.
No entanto, ela ressaltou que essa queda não foi necessariamente causada pela mudança e que os usuários deixaram claro que preferem o Google como mecanismo de busca padrão.
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