A Apple está contestando as regras da União Europeia que designam suas cinco App Stores como um único serviço central sujeito a obrigações onerosas, afirmando que os reguladores da UE interpretaram e aplicaram erroneamente a nova legislação que entrou em vigor em maio do ano passado.
A empresa também questionou a caracterização de seu sistema operacional iOS como um importante meio para usuários comerciais alcançarem os usuários finais, e a obrigação de interoperabilidade que acompanha essa classificação.
“A Comissão Europeia cometeu erros factuais materiais ao concluir que as cinco App Stores do requerente são um único serviço central”, afirmou a Apple em seu apelo ao Tribunal Geral, com sede no Luxemburgo, a segunda instância mais alta da Europa.
A empresa, em sua argumentação para o órgão de fiscalização da concorrência da UE, afirmou que opera cinco App Stores em iPhones, iPads, Macs, Apple TVs e Apple Watches, sendo que cada uma é projetada para distribuir aplicativos para um sistema operacional específico.
As exigências do DMA que afetariam a Apple incluem permitir que terceiros interoperem com seus próprios serviços e permitir que usuários comerciais promovam suas ofertas e concluam contratos com seus clientes fora de sua plataforma.
A ação judicial da Apple também questionou a designação do serviço de mensagens iMessage pela Comissão como um serviço de comunicação interpessoal independente de números (NIICS), o que levou a uma investigação da UE sobre se ele deve cumprir as regras do DMA.
A empresa alega que o iMessage não é um NIICS, pois não é um serviço pago e não o monetiza por meio da venda de dispositivos de hardware nem do processamento de dados pessoais.
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