OpenAI responde ao processo do The New York Times alegando uso manipulativo de prompts

Renê Fraga
2 min de leitura

A OpenAI emitiu uma resposta ao processo movido pelo The New York Times, no qual é alegado que o jornal usou técnicas enganosas de prompts para fazer com que o ChatGPT reproduzisse longos trechos de texto.

A OpenAI argumenta que o processo foi baseado no uso inadequado do ChatGPT para selecionar exemplos específicos que prejudicaram a percepção do sistema.

O The New York Times entrou com uma ação judicial contra a OpenAI e a Microsoft, acusando-as de violação de direitos autorais.

O jornal afirma que o GPT-4 é capaz de reproduzir grandes quantidades de conteúdo do The New York Times sem atribuição, o que o jornal interpreta como uma violação de direitos autorais.

A OpenAI respondeu às alegações feitas no processo, afirmando que ficou surpresa com a decisão do The New York Times de levar o caso aos tribunais, já que acreditava que as negociações estavam progredindo para uma solução amigável.

A OpenAI também refutou as alegações de reprodução textual feitas pelo The New York Times, explicando que o GPT-4 é projetado para não reproduzir conteúdo textualmente.

A empresa argumenta que o jornal usou técnicas de prompts específicas para contornar as medidas de proteção do GPT-4, a fim de produzir as saídas contestadas.

A OpenAI chama esse tipo de uso de prompts de “Adversarial Prompting”, o qual considera um uso indevido do sistema.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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