Por que os smartwatches usam luz verde para medir o pulso?

Renê Fraga
2 min de leitura

Os smartwatches têm se tornado cada vez mais populares como dispositivos de monitoramento de saúde. No entanto, muitas pessoas se perguntam por que eles usam luz verde para medir o pulso.

Primeiro Motivo:

O sangue é vermelho porque reflete luz vermelha e absorve luz verde. Para medir o pulso, os smartwatches utilizam luzes LED verdes em conjunto com fotodiodos sensíveis à luz, que detectam a quantidade de sangue fluindo pelo pulso.

Ao emitir pulsos de luz LED várias vezes por segundo (a frequência varia de acordo com o fabricante), os smartwatches conseguem calcular a frequência cardíaca do usuário.

A medição da frequência cardíaca utilizando luz é chamada de fotopletismografia. O dispositivo mede a variação na concentração de células vermelhas do sangue à medida que os vasos sanguíneos se expandem e contraem – ou seja, vasos sanguíneos expandidos absorvem mais luz verde, enquanto vasos sanguíneos contraídos absorvem menos luz verde.

O detector mede a luz refletida e um algoritmo de software converte as mudanças na intensidade da luz em sua frequência de pulso.

Segundo Motivo:

Além disso, a luz verde é menos suscetível à interferência da luz ambiente. Isso significa que ela é menos afetada por fontes de luz externas, o que garante resultados mais precisos durante a medição do pulso.

Em comparação com outras cores de luz, o uso da luz verde proporciona uma maior confiabilidade e evita distorções nos dados coletados.

Pulso irregular e Oximetria

Os dispositivos e softwares mais recentes utilizam algoritmos avançados para monitorar os dados da frequência cardíaca e detectar problemas como a fibrilação atrial (batimento cardíaco irregular).

Além disso, podem medir a oximetria de pulso calculando a diferença entre infravermelha (IR) e absorção de luz vermelha retirada de seu pulso.

Agora que conhecemos os motivos por trás do uso da luz verde nos smartwatches para medir o pulso, podemos apreciar ainda mais a tecnologia por trás desses dispositivos. 

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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