Google explica como funciona a atualização de locais no Google Maps

Renê Fraga
2 min de leitura

O Google anunciou que o Golfo do México será renomeado como “Golfo da América” em seus mapas, seguindo uma determinação do governo dos Estados Unidos.

A mudança vem após uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump no dia de sua posse, em janeiro de 2025. Mas o que isso significa na prática? E por que o Google está fazendo essa alteração? Vamos explicar.

De acordo com o Google, a empresa segue uma política de atualizar os nomes no Google Maps sempre que há mudanças oficiais no sistema de nomes geográficos do governo dos EUA, conhecido como Geographic Names Information System (GNIS).

“Temos uma prática de longa data de aplicar alterações de nomes quando elas são atualizadas nas fontes governamentais oficiais”, explicou a empresa em suas redes sociais.

Ou seja, quando o governo americano decide mudar o nome de um local, o Google reflete essa mudança em seus mapas.

A decisão de renomear o Golfo do México partiu do presidente Trump, que defendeu a mudança em uma coletiva de imprensa no início de janeiro.

“Golfo da América — que nome lindo”, disse ele. “E é apropriado. Nós fazemos a maior parte do trabalho lá. É nosso.”

Além disso, a ordem executiva também incluiu a renomeação do Monte Denali, no Alasca, que voltará a ser chamado de Monte McKinley.

O nome Denali, usado desde 2015, é uma homenagem à cultura indígena local, o que levanta questões sobre o impacto cultural dessas mudanças.

Mas calma: nem todo mundo verá o “Golfo da América” no mapa. O Google explicou que, quando há divergências de nomes entre países, os usuários veem a nomenclatura oficial de sua região.

O que significa que, no México, o local continuará aparecendo como Golfo do México. Já no resto do mundo, as duas denominações serão exibidas.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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