Google Gemini agora quer acessar seu histórico de pesquisas

Renê Fraga
2 min de leitura

O Google está fazendo algumas mudanças no seu modelo de IA, o Google Gemini, que pode afetar a maneira como você interage com a ferramenta.

A novidade é que, agora, o chatbot está solicitando acesso ao histórico de buscas dos usuários por meio de um novo modelo chamado Gemini Personalization.

A descoberta foi feita na versão beta do aplicativo do Google (16.8.31), e a funcionalidade promete oferecer respostas mais personalizadas e relevantes.

Mas como isso funciona? Ao optar pelo Gemini Personalization, o usuário recebe um pop-up de confirmação solicitando permissão para acessar o histórico de buscas.

Para que o recurso funcione, é necessário que a configuração de Atividade na Web e Aplicativos esteja ativada. A boa notícia é que essa versão experimental não está sendo usada para melhorar o modelo em si, e o usuário pode desativar a conexão com o histórico de buscas a qualquer momento.

Durante testes iniciais, o Android Authority confirmou que o Gemini entregou resultados precisos com base no histórico de pesquisas. No entanto, como se trata de uma funcionalidade experimental, ainda podem ocorrer falhas ou imprecisões.

O Google não divulgou muitos detalhes sobre o novo modelo nem anunciou quando ele estará disponível para todos, mas há especulações de que a atualização pode chegar em breve, especialmente para usuários do Gemini Advanced.

O Gemini, assim como outros modelos de linguagem, já é treinado com uma vasta quantidade de dados, mas essa é a primeira vez que ele busca acesso a informações individuais para se adaptar a cada usuário.

Será interessante observar como as pessoas reagirão a essa mudança e até que ponto estarão dispostas a abrir mão de sua privacidade em troca de conveniência.

No momento, o modelo Gemini Personalization ainda é experimental, e o Google não informou quando ele estará disponível para todos os usuários.

Ainda assim, a novidade abre um debate importante sobre como as ferramentas de inteligência artificial podem usar nossos dados para melhorar a experiência.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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