Wall Street desanima com possível ruptura do Google

Renê Fraga
3 min de leitura

As esperanças de Wall Street por um acordo amigável entre o governo dos EUA e o Google estão perdendo força.

Investidores esperavam que o presidente Donald Trump adotasse uma postura mais branda no caso antitruste contra a Alphabet, empresa controladora do Google.

No entanto, o Departamento de Justiça (DOJ) reforçou recentemente seu pedido para que o Google seja obrigado a se desfazer de parte de seus negócios, como o navegador Chrome.

Esse movimento tem deixado o mercado financeiro em alerta, já que uma ruptura da empresa poderia impactar não só o Google, mas todo o setor de tecnologia.

Na semana passada, as ações do Google até subiram modestamente, refletindo um breve otimismo. Mas, na sexta-feira (6/3), o DOJ reafirmou sua proposta para que a Alphabet venda o Chrome e pare de fazer pagamentos à Apple relacionados ao sistema de buscas na internet.

Essas medidas fazem parte de uma tentativa do governo de frear o que considera ser um monopólio do Google no mercado de buscas online.

Apesar disso, o DOJ recuou em relação a outra exigência: a venda dos investimentos do Google em inteligência artificial, como os bilhões aplicados na startup Anthropic.

O caso está nas mãos do juiz federal Amit Mehta, que já decidiu, em agosto, que o Google mantinha um monopólio ilegal no setor de buscas. Agora, ele deve ouvir argumentos sobre as possíveis soluções em abril, com uma decisão final prevista para o início de agosto.

Enquanto isso, outro processo antitruste, relacionado ao domínio do Google no mercado de publicidade digital, também avança. Esse caso, conhecido como “julgamento DoubleClick”, remete à compra da empresa de publicidade DoubleClick pelo Google em 2008, por US$ 3,1 bilhões.

Apesar das incertezas, as ações do Google ainda mantêm uma classificação alta entre os investidores, com 96 pontos em uma escala que vai até 99, segundo a IBD Stock Checkup. Em 2025, porém, as ações já caíram 8%, refletindo o nervosismo do mercado.

A expectativa de um acordo entre o governo e a Alphabet ainda existe, mas, por enquanto, o cenário é de cautela.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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