Microsoft quer substituir navegadores pelo Copilot, mas caminho ainda é incerto

Renê Fraga
3 min de leitura

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, compartilhou uma visão ousada sobre o futuro da web: segundo ele, ferramentas de inteligência artificial como o Copilot poderão substituir os navegadores tradicionais.

A declaração foi feita durante um encontro com jornalistas estrangeiros na sede da empresa, em Redmond, nos Estados Unidos.

A Microsoft tem investido fortemente na integração da IA em seu ecossistema, e Nadella afirma que a empresa está construindo esse novo “navegador” desde o nível do hardware até os sistemas operacionais.

O conceito, segundo ele, é que o Copilot seja capaz de interagir com o usuário de forma mais natural e intuitiva, compreendendo o contexto da tela e oferecendo respostas imediatas.

Seria o fim da navegação tradicional?

A proposta da Microsoft é ambiciosa, mas levanta questionamentos. Atualmente, os navegadores são essenciais para a experiência digital, permitindo acesso rápido e direto a informações, serviços e conteúdo.

A busca do Google, por exemplo, continua sendo a forma mais eficiente de encontrar respostas rápidas, já que está acessível instantaneamente na tela inicial do Android.

Em contrapartida, abrir uma IA, formular um prompt e aguardar uma resposta pode ser um processo mais demorado e menos prático para consultas simples.

A ideia de substituir navegadores por agentes de IA também traz desafios para modelos de negócios digitais, principalmente para os sites.

Microsoft e a dificuldade de prever tendências

A visão de Nadella lembra as previsões de Bill Gates sobre a internet no final dos anos 90, mas a história mostra que a Microsoft nem sempre conseguiu antecipar as mudanças do mercado.

Apesar de ser pioneira em diversas tecnologias, a empresa demorou a reagir em setores como mobile e redes sociais, deixando espaço para concorrentes como Google e Apple.

Nadella reconhece que a web baseada em agentes de IA ainda está em seus primeiros passos e que muitos desafios permanecem. “Estamos vivendo o começo de uma nova web”, afirma o CEO.

No entanto, a questão central continua sem resposta: os usuários realmente querem abandonar os navegadores para interagir com a internet de uma forma totalmente diferente? O tempo dirá.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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