Pixel 9a terá IA limitada por falta de RAM

Renê Fraga
2 min de leitura

O Google anunciou oficialmente o Pixel 9a, seu novo smartphone intermediário, que promete um ótimo custo-benefício dentro da linha Pixel.

No entanto, uma limitação de hardware pode impactar a experiência de inteligência artificial (IA) no aparelho. Com apenas 8GB de RAM, o Pixel 9a não terá suporte a todas as funcionalidades avançadas de IA presentes nos modelos mais caros da linha Pixel 9.

De acordo com informações confirmadas pelo Google, o Pixel 9a utilizará uma versão reduzida do Gemini Nano, chamada Gemini Nano 1.0 XXS.

Essa variação do modelo de IA foi adaptada para funcionar em dispositivos com menos memória, o que significa que algumas funções inteligentes precisarão de ajustes para rodar sem comprometer o desempenho do aparelho.

Ainda será possível acessar o Gemini via botão de energia ou aplicativo, mas sua atuação será diferente da dos modelos topo de linha, que contam com 12GB de RAM.

A grande mudança na estratégia da empresa começou no Pixel 8a, quando o Google passou a integrar a IA diretamente nos dispositivos, sem depender da nuvem. No entanto, a versão reduzida do Gemini Nano presente no Pixel 9a não funciona continuamente como nos modelos premium.

Em vez disso, o sistema carrega a IA apenas quando necessário, o que pode resultar em respostas mais lentas e na ausência de recursos como a busca em capturas de tela e o resumo automático de chamadas.

Ainda assim, algumas funcionalidades de IA continuarão disponíveis, como os resumos de ligações gravadas. A expectativa é que o Pixel 9a seja lançado oficialmente em abril, mas o Google ainda não divulgou uma data exata.

Assim que o dispositivo chegar às lojas, será possível testar na prática quais recursos da IA do Google estarão realmente presentes no novo modelo.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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