‘É melhor comprar do que competir’ – A frase de Zuckerberg que pode destruir a Meta

Renê Fraga
2 min de leitura

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, está no centro de um julgamento histórico que questiona se a empresa criou um monopólio ao comprar rivais como Instagram e WhatsApp.

A acusação? Que a Meta preferiu “comprar a concorrência” em vez de competir com ela. Mas será que essa estratégia é mesmo um problema?

A FTC (agência de defesa da concorrência dos EUA) alega que, em 2012 e 2014, a Meta (então Facebook) adquiriu o Instagram e o WhatsApp não para inovar, mas para “neutralizar” ameaças.

Para apoiar seu caso, a FTC planeja apresentar um e-mail de 2008 de Zuckerberg dizendo: “É melhor comprar do que competir” e um memorando de 2012 que ele escreveu dizendo que sua motivação para comprar o Instagram era “neutralizar um concorrente em potencial”.

E-mails internos ainda apontavam que Zuckerberg via o Instagram como um risco crescente, chegando a dizer que estavam “muito atrás” no mercado de fotos.

A compra teria sido um movimento para eliminar rivais antes que ficassem grandes demais.

A defesa da Meta rebate: “Melhoramos esses apps e os integramos ao ecossistema digital”. Zuckerberg afirma que o Instagram foi comprado por sua tecnologia de câmera, não só para dominar o mercado.

Além disso, a empresa argumenta que hoje há muita concorrência, com TikTok, YouTube e X (Twitter) disputando a atenção dos usuários.

O caso levanta uma questão maior: Será que grandes empresas de tech podem simplesmente “engolir” startups para evitar competição?

Se a FTC vencer, a Meta pode ser obrigada a vender Instagram ou WhatsApp—uma decisão que deve abalar o vale do silício, incluindo o Google.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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