Chefe do ChatGPT diz que empregos vão sumir com a IA, mas ainda prefere médicos humanos

Renê Fraga
2 min de leitura

Durante uma conferência recente em Washington, Sam Altman, CEO da OpenAI, compartilhou suas visões sobre o futuro da inteligência artificial e seu impacto no mercado de trabalho.

Segundo Altman, estamos diante de uma tecnologia tão nova e complexa que ainda é impossível prever com exatidão o que virá a seguir.

Mesmo assim, ele não deixou de levantar pontos importantes — e, para alguns, até preocupantes — sobre as mudanças que a IA pode trazer.

Altman afirmou que algumas profissões devem desaparecer por completo com a popularização da inteligência artificial. Por outro lado, ele acredita que novas funções surgirão, como aconteceu em outras grandes transformações tecnológicas da história.

A diferença, segundo ele, é que as ferramentas atuais têm potencial para tornar os trabalhadores ainda mais produtivos, ampliando suas capacidades em vez de apenas substituí-las.

Um dos exemplos mais comentados foi o setor de atendimento ao cliente. Para Altman, a IA já superou os humanos em muitos casos, oferecendo respostas rápidas, precisas e eficientes, sem os erros comuns do passado.

Ele citou que hoje, ao ligar para certos serviços, é possível ser atendido por uma IA que resolve tudo de forma simples e direta. “Não me incomoda nem um pouco saber que é uma IA do outro lado da linha”, disse.

Apesar de todo o otimismo, Altman reconheceu que há áreas em que a inteligência artificial ainda não substitui a experiência humana. “Quero um médico de verdade cuidando de mim”, afirmou.

Embora a IA já seja capaz de diagnosticar com precisão em muitos casos, inclusive ajudando profissionais de saúde a escrever laudos e sugerir diagnósticos, o executivo reforçou que prefere confiar sua saúde a alguém humano.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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