Google pode desligar uso intenso de IA para evitar sobrecarga de energia

Renê Fraga
3 min de leitura

Principais destaques:

  • Data centers do Google podem pausar tarefas não urgentes durante picos de consumo elétrico.
  • Parceria com concessionárias busca equilibrar uso de IA com metas de energia limpa.
  • Medida evita sobrecarga da rede elétrica e reduz necessidade de novas usinas.

O uso da inteligência artificial tem crescido de forma acelerada, mas junto com esse avanço tecnológico surgem preocupações cada vez maiores sobre o consumo de energia.

Data centers, onde funcionam os sistemas de IA, consomem quantidades altíssimas de eletricidade e água, pressionando as redes elétricas em todo o mundo.

Com mais empresas adotando a tecnologia no dia a dia, a demanda tende a aumentar ainda mais, colocando em risco a estabilidade de fornecimento em alguns momentos críticos.

O Google reconhece esse desafio e anunciou que vai adotar medidas para aliviar a pressão sobre a infraestrutura elétrica.

A empresa informou que poderá adiar ou suspender temporariamente o uso de seus data centers em horários ou épocas do ano em que o consumo estiver muito alto, principalmente em regiões onde as redes estão mais sobrecarregadas.

O que é a resposta à demanda energética

A estratégia usada pelo Google é conhecida como “resposta à demanda” (ou demand response). Ela permite que o consumo de energia seja flexibilizado, com data centers reduzindo temporariamente sua operação para evitar picos de demanda.

O que ajuda os operadores das redes elétricas a manterem o equilíbrio do sistema, diminuindo também a necessidade de construir novas usinas ou linhas de transmissão.

Essa abordagem se torna ainda mais importante em períodos como o verão do hemisfério norte, quando as ondas de calor fazem aumentar o uso de ar-condicionado e elevam o consumo geral de energia.

Nesse contexto, pausar tarefas não urgentes de IA é uma forma prática e eficaz de colaborar com o sistema elétrico.

Parcerias para uma energia mais limpa e inteligente

Para viabilizar essa mudança, o Google firmou parcerias com companhias como Indiana Michigan Power (I&M) e a Tennessee Valley Authority.

A ideia é se aproximar da meta ambiciosa da empresa: operar com energia 100% livre de carbono, 24 horas por dia, todos os dias.

Segundo Steve Baker, presidente da I&M, esse tipo de colaboração entre grandes consumidores e fornecedoras de energia é essencial para equilibrar o crescimento da demanda com soluções de longo prazo sustentáveis.

A medida também oferece benefícios imediatos, como reduzir a necessidade de infraestrutura adicional e facilitar a transição para fontes de energia limpa.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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