“Bom SEO é bom GEO”: Google reforça que otimização para IA não muda o básico

Renê Fraga
3 min de leitura

🧠 Principais destaques:

  • Google afirma que a chamada “otimização para motores generativos” (GEO) segue os mesmos princípios do SEO tradicional.
  • Conteúdo útil, original e claro continua sendo o fator mais importante para aparecer bem nas buscas.
  • Apesar do avanço da IA no Google, a empresa reconhece que ainda há desafios para equilibrar tráfego e visibilidade de sites.

O que significa GEO e por que isso importa

Durante o WordCamp US, Danny Sullivan, diretor do Google Search, explicou que o termo GEO (Generative Engine Optimization) nada mais é do que uma nova sigla para algo que os profissionais de SEO já fazem há anos: criar conteúdo de qualidade para pessoas.

Segundo ele, não importa se o nome muda para GEO, AEO ou qualquer outra sigla da moda. O que realmente importa é entender como os usuários buscam informações e oferecer respostas claras, úteis e originais.

Em outras palavras, as boas práticas de SEO continuam válidas mesmo na era da inteligência artificial.

O impacto da IA nas buscas

Uma das maiores preocupações levantadas por criadores de conteúdo é a queda no número de cliques, mesmo quando seus sites aparecem nas buscas.

Acontece porque os AI Overviews (resumos gerados por IA no topo da página) muitas vezes entregam a resposta diretamente, sem que o usuário precise visitar o site.

Sullivan reconheceu o problema e disse que o Google está ouvindo o feedback da comunidade. Ele reforçou que a empresa continuará valorizando conteúdo original e que haverá ajustes ao longo do caminho.

Ainda assim, deixou claro que respostas rápidas e diretas fazem parte da expectativa dos usuários.

Além da discussão sobre SEO e GEO, Sullivan compartilhou alguns dados interessantes:

  • Os AI Overviews já resultaram em 10% mais buscas nos Estados Unidos e na Índia.
  • O Google realiza até 5.000 atualizações por ano em seu sistema de busca, número próximo ao registrado em 2022.

Esses números mostram que o Google continua em ritmo acelerado de mudanças, e que a adaptação será constante para quem depende de visibilidade online.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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