Principais destaques:
- Nova tecnologia do Google gera interfaces completas e personalizadas em vez de respostas de texto.
- Recursos já estão sendo testados no aplicativo Gemini e no Modo IA da Busca.
- Solução ainda enfrenta desafios de velocidade e precisão, mas abre caminho para experiências interativas sob medida.
Uma nova forma de interagir com a IA
O Google anunciou a Interface Generativa, uma tecnologia que promete mudar a maneira como interagimos com sistemas de inteligência artificial.
Em vez de oferecer apenas respostas textuais, o recurso permite que a IA crie interfaces inteiras e interativas — como páginas web, ferramentas e até simulações — ajustadas a cada solicitação do usuário.
Essa novidade já está sendo integrada ao aplicativo Gemini e ao Modo IA da Busca, duas das plataformas mais recentes do ecossistema de IA do Google. Segundo a empresa, a proposta é transformar interações estáticas em experiências dinâmicas e personalizadas, levando a ideia de “assistente inteligente” a um novo patamar.
De acordo com um estudo divulgado junto ao anúncio, avaliadores humanos preferiram de forma consistente as interfaces criadas pela IA em comparação a respostas convencionais, especialmente quando o tempo de geração não era um fator decisivo.
Gemini com duas abordagens visuais
No aplicativo Gemini, o Google está testando duas formas de implementar essa geração automática de interfaces.
A primeira, chamada de visualização dinâmica, usa o poder de codificação do modelo Gemini 3 Pro para projetar layouts personalizados conforme o contexto do pedido.
A segunda opção, denominada layout visual, cria painéis no estilo revista, com módulos que o usuário pode reorganizar ou ajustar de acordo com a necessidade.
Essas experiências podem variar de acordo com o público. Como explicou o Google, o sistema entende que explicar o microbioma a uma criança exige recursos visuais e linguagem diferentes de uma explicação voltada a um adulto.
Nos Estados Unidos, a Interface Generativa está disponível inicialmente para assinantes do Google AI Pro e Ultra dentro do Modo IA da Busca.
Para acessá-la, o usuário deve selecionar a opção “Thinking” no menu do modelo, ali, a IA passa a gerar ferramentas interativas e simulações adaptadas a cada consulta.
O que há por trás da Interface Generativa
Por trás dessa inovação, há uma combinação de múltiplos componentes. O sistema utiliza o poder do Gemini 3 Pro, aliado a três elementos técnicos principais:
- Acesso a ferramentas integradas, incluindo geração de imagens e busca na web.
- Instruções de sistema otimizadas, que orientam a criação das interfaces.
- Pós-processamento, responsável por corrigir inconsistências e melhorar a fluidez visual.
O Google também criou um novo conjunto de dados, o PAGEN, formado por sites e projetos elaborados por especialistas. O objetivo é disponibilizar esse recurso para a comunidade de pesquisa, incentivando estudos sobre criação automatizada de interfaces.
Apesar do avanço, a tecnologia ainda enfrenta limitações. A geração das páginas pode levar até um minuto, e há registros de pequenas imprecisões. Segundo Yaniv Leviathan, Fellow do Google e coautor do artigo, essas são áreas em que a equipe continua trabalhando.
O anúncio ocorre junto ao lançamento global do Gemini 3, que o Google chama de seu modelo mais avançado até agora.
O Gemini 3 Pro alcançou 1.501 pontos no ranking LMArena, superando versões anteriores e obtendo resultados de destaque em benchmarks de raciocínio complexo, como o GPQA Diamond e o Humanity’s Last Exam.
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