Chefe de IA do Google reforça percepção de usuários e afirma que Gemini já supera o ChatGPT

Renê Fraga
4 min de leitura

Principais destaques:

  • Demis Hassabis, líder da área de IA do Google, compartilhou elogio público de um usuário que considera o Gemini superior ao ChatGPT
  • O Gemini 3.0 Pro avança rapidamente em participação de mercado e já ameaça a liderança histórica da OpenAI
  • A disputa entre grandes modelos de IA se intensifica tanto no uso individual quanto no mercado corporativo

O debate sobre qual é o melhor modelo de inteligência artificial ganhou um novo capítulo após Demis Hassabis, CEO da DeepMind, endossar publicamente a opinião de um usuário que afirma que o Gemini já ultrapassou o ChatGPT em desempenho geral.

O gesto chamou atenção por partir de uma das figuras mais influentes do setor e reforça a escalada competitiva entre gigantes da IA.

A declaração original veio de Joseph Carlson, apresentador do podcast The Joseph Carlson Show, que relatou ser um dos usuários mais intensivos do ChatGPT, mesmo assim considera o Gemini 3.0 Pro claramente superior.

Segundo ele, o modelo do Google se destaca em raciocínio lógico, clareza nas explicações e maior atualização das informações. A publicação teve ampla repercussão e foi compartilhada por Hassabis em sua própria conta, o que foi interpretado como um aval direto à comparação.

Gemini cresce enquanto o domínio do ChatGPT encolhe

Os elogios não surgem isolados. Dados recentes mostram uma mudança relevante no uso de ferramentas de IA generativa na web. Levantamentos da Similarweb indicam que o Gemini mais que triplicou sua participação no tráfego global desse tipo de serviço ao longo do último ano.

O índice saltou de pouco mais de 5% para cerca de 18%, com estimativas apontando que já ultrapassou a marca de 20% em janeiro de 2026.

No mesmo período, o ChatGPT, produto da OpenAI, viu sua fatia recuar de níveis próximos a 90% para algo em torno de 68%. Embora ainda lidere com folga, a tendência sinaliza um mercado menos concentrado e mais competitivo do que nos primeiros anos da IA generativa.

Disputa corporativa segue lógica diferente

No ambiente empresarial, o cenário apresenta outra configuração. Um relatório divulgado em dezembro de 2025 pela Menlo Ventures aponta que a Anthropic assumiu a liderança entre empresas, com cerca de 40% de participação.

A OpenAI aparece em seguida, com 27%, enquanto o Gemini alcança aproximadamente 21%. A OpenAI questiona esses números, destacando que a Menlo é investidora da Anthropic, o que adiciona uma camada extra de debate aos dados.

Mesmo assim, analistas do setor concordam que o avanço do Gemini está fortemente ligado à estratégia de distribuição do Google. Ao integrar o modelo em produtos como Busca, Gmail, Android e Google Workspace, a empresa transforma sua IA em parte do cotidiano de bilhões de usuários, algo difícil de ser replicado por concorrentes.

Gemini 3 marca novo patamar técnico

Lançado em novembro de 2025, o Gemini 3 rapidamente se destacou em benchmarks técnicos. O modelo alcançou pontuação recorde no LMArena, superando versões anteriores e reforçando a percepção de que o Google voltou ao centro da corrida por modelos de linguagem avançados.

O endosso público de Hassabis apenas amplifica essa narrativa, sugerindo que, para muitos usuários, a disputa já não tem um vencedor tão óbvio quanto antes.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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