Principais destaques:
- A Apple confirmou que a próxima geração da Siri será impulsionada pelos modelos Gemini, do Google.
- O acordo movimentou o mercado e levou a Alphabet a ultrapassar US$ 4 trilhões em valor de mercado.
- A integração promete uma Siri mais contextual, capaz de executar tarefas complexas, mantendo o foco histórico da Apple em privacidade.
A Apple confirmou oficialmente que escolheu os modelos de inteligência artificial Gemini, desenvolvidos pelo Google, como base tecnológica para a nova geração da Siri.
O anúncio marca uma das parcerias mais simbólicas do setor de IA, unindo duas empresas que historicamente competem em várias frentes, mas que agora reconhecem a complexidade crescente dessa corrida tecnológica.
Em comunicado, a Apple afirmou que, após uma avaliação aprofundada, concluiu que a tecnologia do Google oferece a base mais robusta para sustentar seus Apple Foundation Models.
Segundo a empresa, essa decisão permitirá entregar experiências mais avançadas e naturais aos usuários, algo que vinha sendo prometido há anos para a assistente virtual.
Um acordo que mexeu com o mercado financeiro
A reação de Wall Street foi imediata. As ações da Alphabet subiram logo após a confirmação do acordo, levando a controladora do Google a ultrapassar, pela primeira vez, a marca histórica de US$ 4 trilhões em valor de mercado. Com isso, a empresa assumiu a posição de segunda companhia mais valiosa do mundo, atrás apenas da Nvidia.
Para analistas, o movimento reforça o papel central do Google no ecossistema global de inteligência artificial e sinaliza que até gigantes como a Apple preferem, neste momento, apostar em parcerias estratégicas em vez de desenvolver tudo internamente.
Por que a Apple escolheu o Gemini
As negociações entre Apple e Google vinham acontecendo desde 2024 e, segundo informações de mercado, envolvem um pagamento anual próximo de US$ 1 bilhão pelo acesso à tecnologia.
A Apple deve utilizar uma versão customizada do Gemini com cerca de 1,2 trilhão de parâmetros, um salto expressivo em relação ao atual sistema em nuvem da empresa, que opera com cerca de 150 bilhões.
Antes de fechar com o Google, a Apple avaliou soluções de outros players relevantes da IA, incluindo OpenAI e Anthropic. A decisão final levou em conta tanto o desempenho técnico quanto as condições financeiras e a capacidade de escalar rapidamente a nova Siri.
Privacidade como pilar da nova Siri
Mesmo firmando parceria com uma rival direta, a Apple manteve sua postura rígida em relação à privacidade.
O modelo Gemini será executado exclusivamente nos servidores do Private Cloud Compute da própria Apple, o que garante que os dados dos usuários não sejam compartilhados com o Google nem utilizados para treinar modelos externos.
Na prática, o Gemini ficará responsável por funções como resumo de informações e planejamento de tarefas, enquanto outros recursos continuarão rodando sobre modelos desenvolvidos internamente pela Apple. A expectativa é que a nova Siri seja lançada junto ao iOS 26.4, entre março e abril, trazendo compreensão contextual, leitura do conteúdo exibido na tela e execução de tarefas em múltiplos aplicativos.
O acordo simboliza um reconhecimento claro de que a fronteira da inteligência artificial avançou rápido demais para ser conquistada isoladamente. Ainda assim, a Apple não esconde seus planos de desenvolver, no futuro, um modelo próprio com trilhões de parâmetros e, eventualmente, substituir o Gemini. Quando isso acontecer, porém, ainda é uma incógnita.
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