Google cria o Gemini Labs para organizar recursos experimentais de IA

Renê Fraga
3 min de leitura

Principais destaques:

  • Google passa a separar claramente ferramentas estáveis e recursos experimentais no Gemini.
  • Gemini Labs reúne funcionalidades em teste e deixa mais claro o que ainda está em desenvolvimento.
  • Novo controle de Inteligência Pessoal reforça o foco em privacidade por conversa.

O Google lançou o Gemini Labs, uma nova área dentro do menu Ferramentas do Gemini, com o objetivo de organizar melhor os recursos de inteligência artificial disponíveis na plataforma.

A principal novidade é a separação visual e funcional entre ferramentas consideradas prontas para uso e aquelas que ainda estão em fase de testes. A iniciativa ajuda o usuário a entender rapidamente o nível de maturidade de cada recurso oferecido pelo Gemini.

Com a atualização, o menu Ferramentas do gemini.google.com passou a ter dois níveis bem definidos. Recursos principais como Pesquisa Profunda, Criar vídeos, Criar imagens, Canvas, Aprendizado Guiado e Pensamento Profundo permanecem na seção padrão de Ferramentas.

Já as funcionalidades em desenvolvimento foram agrupadas no novo Gemini Labs, identificado pelo tradicional ícone de béquer usado pelo Google para sinalizar experimentos. Essa divisão deixa mais claro o que é estável e o que pode mudar ou apresentar limitações.

O que está disponível no Gemini Labs

No momento, o Gemini Labs reúne opções como o Agente exclusivo para assinantes do Google AI Ultra, a Visualização Dinâmica ou Layout Visual disponível para todos os usuários e a Inteligência Pessoal, liberada para assinantes pagos.

Dentro dessa área, chama atenção um novo controle chamado “Personalizar chat quando útil”. Ele permite decidir se o Gemini pode usar informações de apps conectados, como Gmail, Agenda e Drive, apenas naquela conversa específica. Ao iniciar um novo chat, a configuração é redefinida automaticamente.

Privacidade no centro da experiência

Segundo o Google, o controle por conversa foi pensado para dar mais transparência e segurança. Quem desativa a personalização faz com que o Gemini use apenas informações gerais da web ou o contexto fornecido manualmente pelo usuário, sem acessar dados pessoais vinculados à conta.

Além de reduzir preocupações com privacidade, a novidade também elimina um incômodo antigo. Antes, era necessário regenerar respostas ao perceber que a personalização não fazia sentido para determinado pedido.

Por enquanto, o Gemini Labs está disponível apenas na versão web do Gemini e em regiões selecionadas. A liberação gradual segue o padrão do Google para novos recursos de IA e lembra iniciativas anteriores como Google Labs e Search Labs, usadas para testar ideias antes de lançamentos mais amplos.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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