Google prepara “Project Toscana” para levar desbloqueio facial dos Pixels a outro nível

Renê Fraga
4 min de leitura

Principais destaques

  • Google testa novo sistema de reconhecimento facial avançado para Pixels e Chromebooks
  • Tecnologia promete desempenho semelhante ao Face ID, inclusive em baixa luz
  • Estreia pode acontecer no Pixel 11, previsto para 2026

A Google está trabalhando em um novo sistema de desbloqueio facial que pode mudar o padrão de segurança dos seus dispositivos. Batizado internamente de Project Toscana, o projeto busca oferecer autenticação biométrica comparável ao Face ID da Apple, referência no setor desde 2017.

Segundo informações publicadas pelo Android Authority, o novo recurso já está sendo testado em dispositivos Pixel e também em Chromebooks. A iniciativa representa a tentativa mais ousada da empresa para elevar o nível de segurança facial em seus produtos e competir diretamente com o ecossistema do iPhone.

Testes indicam velocidade e precisão semelhantes ao Face ID

Relatos apontam que o Project Toscana foi avaliado recentemente na sede da Google, em Mountain View, com a participação de testadores de experiência do usuário. O sistema teria sido experimentado em um telefone Pixel com câmera em formato de furo na tela e em dois Chromebooks com câmeras externas.

Durante os testes, realizados em diferentes condições de iluminação, o desempenho chamou atenção. De acordo com a fonte citada, o desbloqueio funcionou com velocidade comparável ao Face ID presente nos iPhones. A expectativa é que a solução utilize sensores infravermelhos para garantir reconhecimento 3D mais preciso, embora a empresa ainda não tenha confirmado oficialmente os detalhes técnicos.

Atualmente, modelos recentes como Pixel 8, 9 e 10 já permitem desbloqueio facial com autenticação em aplicativos bancários e no Google Pay. No entanto, o sistema baseado principalmente na câmera frontal ainda apresenta limitações em ambientes com pouca luz. O Project Toscana promete resolver exatamente esse ponto.

Uma volta à proposta avançada do Pixel 4

A iniciativa também lembra uma fase anterior da linha Pixel. Em 2019, o Pixel 4 trouxe um sistema sofisticado com sensores infravelhos duplos e radar para reconhecimento facial em 3D, funcionando mesmo no escuro. Apesar da inovação, o recurso foi abandonado nas gerações seguintes, possivelmente devido ao custo elevado e ao espaço necessário na parte frontal do aparelho.

Agora, a proposta parece mais elegante. Informações preliminares sugerem que os novos componentes infravermelhos podem ficar escondidos sob a tela, eliminando molduras maiores ou sensores visíveis. Se confirmado, isso permitiria manter o design moderno e minimalista dos aparelhos, sem abrir mão da segurança reforçada.

Lançamento pode acirrar disputa com a Apple

Especialistas do setor acreditam que o Project Toscana pode estrear com o Pixel 11, previsto para agosto de 2026. Há também expectativa de que a Google apresente uma prévia da tecnologia durante o Google I O, conferência anual da empresa marcada para maio.

O calendário colocaria a gigante de buscas frente a frente com a Apple, que, segundo rumores, prepara uma versão do Face ID sob a tela para o iPhone 18 Pro, esperado para setembro do mesmo ano. Caso a Google antecipe essa inovação, pode conquistar vantagem competitiva importante no mercado premium.

Para os Chromebooks, a integração deve acontecer posteriormente, ainda em 2026, ampliando o ecossistema com autenticação facial mais robusta.

Se os testes confirmarem o desempenho observado até agora, o Project Toscana pode marcar um novo capítulo na evolução da segurança biométrica dos dispositivos Google, aproximando ainda mais a experiência dos usuários Pixel do padrão mais avançado do setor.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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