Principais destaques
- Galaxy ficam de fora: os recursos de integração entre Googlebook e Android não funcionam plenamente nos celulares Samsung no lançamento.
- Android 17 é requisito: funções como streaming de apps, sincronização de notificações e acesso a arquivos exigem Android 17 ou superior.
- Correção está a caminho: o Google afirma que o suporte aos aparelhos Samsung compatíveis será liberado nas próximas semanas.
O Google vendeu o Googlebook como o notebook ideal para quem vive no ecossistema Android. A ideia é simples: pegar o celular, começar uma tarefa e continuar no computador sem precisar ficar alternando entre dispositivos.
Só que, no lançamento, existe um detalhe bastante inconveniente: se o seu celular for um Samsung Galaxy, boa parte dessa promessa ainda não funciona.
Os notebooks chegaram às lojas em 4 de outubro, mas os recursos de integração do chamado Better Together estão funcionando plenamente apenas com os smartphones Pixel, do próprio Google.
Justamente os Galaxy ficaram para depois 📱
A situação chama atenção porque a Samsung representa uma parcela enorme do mercado de smartphones Android.
E o problema não está restrito a celulares antigos.
Aparelhos recentes, inclusive modelos da linha Galaxy que já saem de fábrica com Android 17, também não conseguem estabelecer corretamente a conexão com os novos notebooks.
🗣 O Google promete uma solução: em declaração ao Chrome Unboxed, a empresa afirmou que os recursos do Better Together serão liberados para todos os dispositivos Samsung compatíveis com Android 17 nas próximas semanas.
Ou seja, o suporte não foi descartado. Ele simplesmente não estava pronto quando o produto chegou às lojas.
💡 A ironia do lançamento: o Googlebook foi apresentado como um computador feito para trabalhar junto com celulares Android, mas os smartphones Android mais populares ficaram esperando pela integração.
O que deveria funcionar?
A proposta do Better Together vai muito além de simplesmente conectar o telefone por Bluetooth.
Entre os recursos previstos estão:
• Streaming de aplicativos: usar apps do celular diretamente no notebook.
• Hotspot: criar um atalho para compartilhar a conexão móvel do smartphone.
• Notificações: receber no Googlebook as notificações que chegam ao telefone.
• Arquivos: acessar arquivos armazenados no celular.
• Continue on: começar uma atividade no smartphone e continuar no notebook.
Na prática, são recursos pensados para fazer os dois aparelhos parecerem parte de um mesmo sistema.
Mas, por enquanto, essa experiência está mais completa para quem possui um Pixel.
Android 17 virou o corte mínimo 🔎
Há outro requisito importante escondido na história.
O Googlebook exige Android 17 ou superior para os recursos de integração com smartphones. Aparelhos que ainda estejam no Android 16 ou em versões anteriores ficam de fora.
Isso torna o problema com a Samsung ainda mais curioso.
Não estamos falando simplesmente de usuários com aparelhos antigos que ainda não receberam uma atualização. Alguns Galaxy já estão no Android 17 e, mesmo assim, não conseguem utilizar a integração no lançamento.
Parece ser software, não hardware
Os relatos iniciais indicam que os notebooks e os celulares conseguem até se identificar, mas a conexão não permanece funcionando como deveria.
Robby Payne, do Chrome Unboxed, relatou ter enfrentado o mesmo problema ao configurar seu Googlebook. Segundo ele, um Pixel 11 Pro XL se conectou imediatamente.
Com um Galaxy, a experiência foi outra.
📡 E não adianta necessariamente ficar resetando tudo: o Chrome Unboxed recomendou aos proprietários de Galaxy que não percam tempo redefinindo configurações de Bluetooth ou de rede enquanto aguardam a atualização.
A indicação é de que falta um componente de software necessário para a integração funcionar corretamente nos aparelhos Samsung.
O Google não esclareceu se a solução será distribuída diretamente por ele ou se dependerá de uma atualização da Samsung.
A promessa era funcionar “logo de cara” 🚧
O problema fica mais evidente quando comparado à maneira como o Google apresentou o produto.
A empresa anunciou os Googlebooks em maio como uma nova categoria de laptops “projetados para o Gemini Intelligence” e com integração com celulares Android.
A proposta era justamente que o computador e o smartphone trabalhassem juntos desde o início.
Só que o lançamento acabou revelando uma realidade mais complicada.
O Ars Technica resumiu a situação observando que, como acontece com muitos produtos do Google, a promessa é mais simples do que a implementação.
E não é o único tropeço
A integração com Samsung não é o único problema encontrado nos primeiros dias dos Googlebooks.
O Slack, por exemplo, não está disponível no lançamento, apesar de ser uma ferramenta bastante utilizada em ambientes profissionais.
Também surgiram relatos de problemas de desempenho em aplicativos executados nos modelos equipados com processadores Intel.
Isso adiciona uma camada de cautela ao lançamento de uma categoria que o Google apresenta como uma nova maneira de combinar computador, Android e inteligência artificial.
O teste real começa agora
A boa notícia para quem comprou um Googlebook e usa Galaxy é que o Google já confirmou que o suporte está sendo preparado.
A empresa diz que os recursos do Better Together chegarão nas próximas semanas aos dispositivos Samsung compatíveis com Android 17.
Até lá, os donos de Galaxy ficam em uma situação curiosa: compraram justamente o celular Android que deveria se encaixar naturalmente na proposta do novo notebook, mas terão de esperar para que os dois realmente trabalhem juntos.
E isso coloca uma pergunta interessante para o Google: quando a atualização chegar, a experiência será tão integrada quanto a demonstrada com os Pixel ou ainda haverá alguma diferença entre usar um celular da Samsung e um aparelho do próprio Google?
Por enquanto, o Googlebook chegou à loja. A parte “Better Together” ainda está a caminho.