Chefe de IA do Google afirma que Gemini 3 atingiu o mais alto nível técnico da indústria

Renê Fraga
4 min de leitura

Principais destaques

  • O Gemini 3 Pro liderou o ranking do LMArena e alcançou uma pontuação Elo inédita, consolidando o modelo no topo dos benchmarks.
  • Executivos do Google afirmam que a corrida da inteligência artificial ainda está no começo, mas com avanços cada vez mais acelerados.
  • Dados de mercado indicam uma mudança relevante no uso de assistentes de IA, com crescimento rápido do Gemini e perda de espaço do ChatGPT.

O Google voltou ao centro do debate sobre inteligência artificial após declarações de Amin Vahdat, chefe de infraestrutura de IA da empresa.

Em uma conferência recente, o executivo classificou o Gemini 3 como “estado da arte” em benchmarks, destacando que, apesar dos resultados expressivos, a competição global em IA ainda está em seu “primeiro inning”.

A fala veio acompanhada de números que ajudam a explicar o otimismo interno. O Gemini 3 Pro assumiu a liderança no ranking de geração de texto do LMArena, ultrapassando a marca de 5 milhões de votos da comunidade e alcançando uma pontuação Elo histórica.

Liderança técnica nos benchmarks

Nos testes comparativos mais observados do setor, o Gemini 3 Pro aparece no topo em praticamente todas as frentes.

O modelo liderou 19 das 20 principais métricas avaliadas, incluindo raciocínio avançado e compreensão multimodal.

Em tarefas de programação, os resultados também chamaram atenção, com desempenho elevado em benchmarks que simulam problemas reais de código.

Um dos pontos mais comentados foi o modo Deep Think, que ampliou significativamente a capacidade de raciocínio abstrato visual.

Em alguns testes, o Gemini superou com folga modelos concorrentes, reforçando a percepção de que o Google conseguiu dar um salto técnico relevante em sua arquitetura de IA.

Mudança visível no mercado de assistentes

O domínio nos benchmarks ocorre em paralelo a uma transformação no uso de chatbots de IA.

Dados de tráfego e participação de mercado indicam que o Gemini vem crescendo de forma acelerada, enquanto o OpenAI e seu principal produto, o ChatGPT, registram queda relativa.

O avanço do Gemini é impulsionado, em parte, pela integração profunda com produtos do Google.

As AI Overviews na busca e o aplicativo Gemini ampliaram o alcance do modelo, levando a tecnologia a centenas de milhões de usuários mensais e fortalecendo a posição da empresa no mercado de IA generativa.

Infraestrutura e a próxima fase da IA

Para sustentar essa expansão, o Google intensificou investimentos em infraestrutura.

A nomeação de Vahdat para um cargo estratégico, com reporte direto ao CEO Sundar Pichai, sinaliza a importância do tema.

A empresa projeta despesas de capital superiores a US$ 90 bilhões e trabalha com a meta de dobrar a capacidade computacional a cada seis meses.

Paralelamente, o CEO da DeepMind, Demis Hassabis, já fala em uma próxima geração de “onimodelos”. A ideia é unificar texto, imagem, áudio, vídeo e até robótica em sistemas integrados, com o Gemini servindo como base dessa convergência.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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