Gerente do Google Maps Brasil responde a críticas sobre rotas no Google Transit

Renê Fraga
3 min de leitura

A Folha Online publicou hoje uma resposta de Marcelo Quintella, Gerente do Google Maps Brasil, sobre possíveis problemas relacionados as rotas de transporte público no recém-lançado Google Transit. Abaixo, republicamos na íntegra:

“O sistema contempla sim o Metrô. Ocorre que os tempos estimados para os ônibus estão mais curtos, o que resulta na preferência do sistema para resultados de informações de ônibus. É algo que está sendo verificado para ter o máximo de precisão possível. Estamos trabalhando para resolver isso em duas frentes: a primeira é com a própria SPTrans, que é quem nos fornece as viagens e tempos estimados. A segunda é realizar uma pequena mudança na interface na qual sempre retornaremos ao usuário uma opção de viagem no “outro” meio de transporte. Isso significa que mostraremos todas as opções para o usuário — em outras palavras, mesmo que seja verdade que o tempo estimado de ônibus seja melhor que o de metrô, ainda assim mostraremos a viagem de metrô. A estimativa de tempo de viagem da SPTrans precisa ser aprimorada. Eles estão trabalhando para aperfeiçoar as estimativas. Devemos ter novidades já no início de janeiro.

Vale ressaltar também que o serviço não foi lançado com falhas, mas com um nível razoável de precisão. Além disso, esses problemas, apesar de muito relevantes, não afetam 100% dos usuários. De qualquer forma, como acontece com todos os produtos do Google já lançados até hoje, nós trabalhamos com o conceito de “beta perpétuo”. Ele funciona para praticamente todos os nossos produtos, inclusive os mais amadurecidos, como Orkut, Gmail e YouTube. Isso significa que o produto nunca está pronto: ele está constantemente e ininterruptamente sendo aprimorado. É política conhecida do Google lançar produtos e receber comentários de usuários. Poderíamos ficar em testes internos por muito tempo sem nunca chegar a 100% de perfeição. A maneira de descobrir os problemas que mais afetam os usuários é simples: ouvindo deles próprios. O usuário é quem mais entende dos dados, mais do que a SPTrans ou o Google. Por isso aprimoramos nossos produtos por meio dos comentários dos usuários. Os bons e os ruins, como acontece sempre.”

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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