China inicia bloqueio ao Google Hong Kong

Renê Fraga
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Embora alguns serviços ainda estejam disponíveis, o governo chinês já providenciou uma série de bloqueios para interromper o acesso ao Google Hong Kong em grande parte da China continental.

Neste momento, o foco do bloqueio parece envolve apenas o Google Search, principal serviço afetado com as ações de censura.

Nesta última segunda-feira, antes mesmo do previsto, a firma de Mountain View anunciou que havia desligado os filtros de censura ao redirecionar toda sua infraestrutura para Hong Kong, região administrativa que possui leis independentes e menor risco de bloqueios.

Entretanto, de acordo com o New York Times, alguns acordos fechados recentemente poderão ser cancelados com a ruptura da empresa. A China Mobile, que planejava colocar o Google como página inicial em seus milhões de celulares, espera ter que cancelar o acordo por pressão do governo.

No caso da China Unicom, a segunda maior fabricantes de celular da China, estuda formas de adiar ou mesmo encerrar a introdução de celulares com a plataforma Android. Já o Tom.com, outro grande portal chinês, deixou de utilizar a tecnologia de pesquisa do Google após as ameaças da empresa em deixar o país.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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